Síndrome de Lynch: Diagnóstico, Herança e Tumores Associados

HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2020

Enunciado

A suscetibilidade hereditária ao câncer pode ser claramente observada nas diversas síndromes genéticas, nas quais os fatores genéticos desempenham um papel central. Sobre a síndrome do Câncer colorretal hereditário não poliposo (HNPCC) ou síndrome de Lynch é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) Por se tratar de câncer colorretal não relacionado a polipose, a colonoscopia de rastreio não é, como via de regra, recomendada de forma rotineira.
  2. B) Alguns pacientes com HNPCC podem apresentar associação com tumores do SNC, na chamada síndrome de Gardner.
  3. C) o tumor extracólico mais comum na Síndrome de Lynch é o câncer de ovário.
  4. D) trata-se de uma síndrome genética com herança autossômica recessiva, associada a mutações em, pelo menos, cinco genes de reparo de DNA: MSH2, MSH6, MLH1, PMS1 e PMS2.
  5. E) Dentre os tumores colorretais com caráter hereditário, a Síndrome de Lynch é a mais comum, respondendo por cerca de 3 a 5% do total das neoplasias colorretais.

Pérola Clínica

Síndrome de Lynch = Herança autossômica dominante, ↑ risco de CCR e câncer de endométrio.

Resumo-Chave

A Síndrome de Lynch, ou HNPCC, é a forma mais comum de câncer colorretal hereditário, respondendo por 3-5% dos casos. É crucial reconhecer sua herança autossômica dominante e o espectro de tumores associados, como o câncer de endométrio, para um rastreamento e manejo adequados.

Contexto Educacional

A Síndrome de Lynch, também conhecida como Câncer Colorretal Hereditário Não Poliposo (HNPCC), é a síndrome de câncer colorretal hereditário mais comum, respondendo por cerca de 3 a 5% de todos os cânceres colorretais. Caracteriza-se por uma predisposição genética a diversos tipos de câncer, principalmente colorretal e de endométrio, devido a mutações germinativas em genes de reparo de DNA (MMR), como MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2. Sua importância clínica reside na alta penetrância e no risco aumentado de tumores metacrônicos, exigindo estratégias de rastreamento e manejo diferenciadas. A fisiopatologia da Síndrome de Lynch envolve a falha no sistema de reparo de DNA, levando a um acúmulo de mutações e instabilidade microssatélite, que predispõe ao desenvolvimento de neoplasias. O diagnóstico é suspeitado por critérios clínicos (Critérios de Amsterdam ou Bethesda) e confirmado por testes genéticos. É crucial suspeitar da síndrome em pacientes jovens com câncer colorretal, múltiplos tumores primários ou história familiar de cânceres associados à Lynch, como endométrio, ovário, estômago e trato urinário. O manejo de pacientes com Síndrome de Lynch inclui colonoscopias de vigilância mais frequentes e precoces, geralmente a cada 1-2 anos a partir dos 20-25 anos. Em casos de câncer colorretal, a colectomia total ou subtotal com ileorretoanastomose é frequentemente recomendada devido ao alto risco de tumores metacrônicos. O rastreamento para câncer de endométrio e ovário também é parte integrante do cuidado. A identificação precoce e o manejo agressivo são fundamentais para melhorar o prognóstico desses pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais genes associados à Síndrome de Lynch?

A Síndrome de Lynch está associada a mutações em genes de reparo de DNA, principalmente MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2. Essas mutações levam a uma instabilidade microssatélite e maior risco de câncer.

Qual é o tumor extracolônico mais comum na Síndrome de Lynch?

O tumor extracolônico mais comum na Síndrome de Lynch é o câncer de endométrio, seguido por câncer de ovário, estômago, intestino delgado, trato urinário e cérebro. O rastreamento para esses tumores é fundamental.

Como é o rastreamento para pacientes com Síndrome de Lynch?

O rastreamento para pacientes com Síndrome de Lynch inclui colonoscopia a cada 1-2 anos a partir dos 20-25 anos, além de rastreamento para câncer de endométrio e ovário em mulheres, e outros tumores conforme o histórico familiar.

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