HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2022
A síndrome de Lynch caracteriza-se por tumores colorretais desenvolvidos em idade inferior aos 50 anos. preferencialmente, situados no cólon direito. As alterações genéticas mais comumente encontradas neste grupo de pacientes é
Síndrome de Lynch = Câncer colorretal < 50 anos, cólon direito + Instabilidade microssatélite (MSI).
A Síndrome de Lynch é uma condição genética autossômica dominante caracterizada por mutações em genes de reparo de DNA (MMR), levando à instabilidade microssatélite (MSI), que é a marca molecular desses tumores e a base para seu diagnóstico genético.
A Síndrome de Lynch, anteriormente conhecida como Câncer Colorretal Hereditário Não Polipose (HNPCC), é uma das síndromes de câncer hereditário mais comuns, responsável por 2-5% de todos os cânceres colorretais. É uma doença autossômica dominante caracterizada por um risco significativamente aumentado de câncer colorretal, especialmente no cólon direito e em idades jovens (<50 anos), além de outros tumores extracolônicos, como endométrio, ovário e estômago. A base genética da Síndrome de Lynch reside em mutações germinativas nos genes de reparo de DNA (MMR - mismatch repair), sendo os mais comuns MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2. A disfunção desses genes leva a erros na replicação do DNA que não são corrigidos, resultando em um acúmulo de mutações, especialmente em regiões de microssatélites. Essa característica molecular é conhecida como instabilidade microssatélite (MSI) e é um marcador diagnóstico crucial para a síndrome. O diagnóstico da Síndrome de Lynch envolve a suspeita clínica baseada nos critérios de Amsterdam ou Bethesda, seguida por testes moleculares nos tumores (imuno-histoquímica para proteínas MMR e/ou análise de MSI) e, se positivo, confirmação por teste genético germinativo. O manejo inclui rastreamento intensivo do câncer colorretal (colonoscopia a cada 1-2 anos a partir dos 20-25 anos) e rastreamento para outros cânceres associados, além de aconselhamento genético para os pacientes e seus familiares.
A Síndrome de Lynch é caracterizada por câncer colorretal em idade jovem (<50 anos), predominantemente no cólon direito, e um espectro de outros cânceres associados, como endométrio, ovário, estômago, trato urinário e intestino delgado.
Os genes de reparo de DNA (MMR) mais frequentemente mutados na Síndrome de Lynch são MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2. MSH2 e MLH1 são os mais comumente afetados.
A instabilidade microssatélite é uma característica molecular dos tumores da Síndrome de Lynch, resultante da disfunção dos genes MMR. A detecção de MSI em tumores é um marcador para rastreamento da síndrome.
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