Síndrome de Loffler: Parasitas e Ciclo Pulmonar

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025

Enunciado

Síndrome de Loffler é uma pneumonia eosinofÍlica, caracterizada por infiltrados pulmonares migratórios. Alguns parasitas são capazes de provocar esse tipo de alteração, por terem passagem pulmonar em seu ciclo biológico, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Strongyloidesstercoralis.
  2. B) Necator americanos.
  3. C) Ascaris lumbricoides.
  4. D) Schistosoma mansoni.

Pérola Clínica

Síndrome de Loffler = pneumonia eosinofílica por parasitas com passagem pulmonar (Ciclo de Looss), EXCETO Schistosoma mansoni.

Resumo-Chave

A Síndrome de Loffler é uma pneumonia eosinofílica causada pela migração pulmonar de larvas de certos parasitas (Ciclo de Looss), como Ascaris, Necator e Strongyloides. O Schistosoma mansoni, embora possa causar granulomas pulmonares por ovos, não tem passagem larval pulmonar como parte de seu ciclo biológico para induzir a Síndrome de Loffler.

Contexto Educacional

A Síndrome de Loffler é uma condição pulmonar transitória e benigna, caracterizada por infiltrados pulmonares migratórios e eosinofilia no sangue periférico, sendo uma manifestação da resposta imune do hospedeiro à passagem de larvas de certos helmintos pelos pulmões. É de grande importância no estudo da parasitologia e pneumologia, especialmente em regiões endêmicas, pois o reconhecimento dessa síndrome pode direcionar o diagnóstico e tratamento de infecções parasitárias. A fisiopatologia da Síndrome de Loffler está intrinsecamente ligada ao ciclo biológico de parasitas que realizam a fase pulmonar, conhecida como 'Ciclo de Looss'. Nesse ciclo, as larvas, após penetrarem no hospedeiro (geralmente por via oral ou cutânea), migram pela corrente sanguínea até os pulmões, onde perfuram os capilares e ascendem pela árvore brônquica até a faringe, sendo então deglutidas para amadurecer no intestino. Essa passagem pulmonar desencadeia uma reação inflamatória com acúmulo de eosinófilos, resultando nos infiltrados e sintomas respiratórios. Os principais agentes etiológicos incluem Ascaris lumbricoides, Necator americanus, Ancylostoma duodenale e Strongyloides stercoralis. O Schistosoma mansoni, por outro lado, possui um ciclo de vida diferente. As larvas (cercárias) penetram na pele, mas migram para o sistema porta hepático, onde amadurecem. Os ovos produzidos podem ser liberados nas fezes ou, em alguns casos, embolizar para outros órgãos, como os pulmões, causando granulomas e fibrose, mas não a pneumonia eosinofílica migratória característica da Síndrome de Loffler. O diagnóstico da Síndrome de Loffler é feito pela clínica, radiografia de tórax e eosinofilia, e o tratamento é geralmente sintomático, com a erradicação do parasita subjacente.

Perguntas Frequentes

O que é a Síndrome de Loffler e quais são suas características?

A Síndrome de Loffler é uma forma de pneumonia eosinofílica aguda, caracterizada por infiltrados pulmonares migratórios e eosinofilia periférica. É geralmente benigna e autolimitada, causada pela passagem de larvas de helmintos pelo parênquima pulmonar durante seu ciclo de vida.

Quais parasitas são classicamente associados à Síndrome de Loffler?

Os parasitas classicamente associados à Síndrome de Loffler são aqueles que realizam o 'Ciclo de Looss', que inclui a migração larval pelos pulmões: Ascaris lumbricoides, Necator americanus, Ancylostoma duodenale e Strongyloides stercoralis.

Por que o Schistosoma mansoni não causa a Síndrome de Loffler?

O Schistosoma mansoni não causa a Síndrome de Loffler porque, embora possa afetar os pulmões, isso ocorre pela embolização de ovos para os capilares pulmonares, causando granulomas e hipertensão pulmonar, e não pela migração larval através do parênquima pulmonar como no Ciclo de Looss.

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