Síndrome de Loeffler: Diagnóstico e Agentes Parasitários

HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 7 anos, apresentou 4 episódios de pneumonia, com intervalos assintomáticos e com normalização radiológica. Cada episódio se caracterizou por tosse seca, dispneia, febre baixa e opacidade heterogenia intersticial a radiografia de tórax, em diferentes locais. Assinale a alternativa com os prováveis agentes relacionados ao caso.

Alternativas

  1. A) Ancylostoma dudenale, Ascaris lumbricoides e Strongiloides stercoralis.
  2. B) Giardia lamblia, Entamoeba histolytica e Ascaris lumbricoides.
  3. C) Toxocara canis, Enterobius vermicularis e Taenia solium.
  4. D) Strongiloides stercoralis, Giardia lamblia, Enterobius vermicularis.
  5. E) Ancylostoma duodenale, Entamoeba histolytica e Taenia saginata.

Pérola Clínica

Pneumonia recorrente com infiltrados migratórios e eosinofilia → Síndrome de Loeffler, pensar em parasitas com ciclo pulmonar.

Resumo-Chave

A Síndrome de Loeffler é caracterizada por infiltrados pulmonares transitórios e eosinofilia periférica, frequentemente associada à migração pulmonar de larvas de helmintos como Ascaris, Ancylostoma e Strongyloides. A recorrência e a normalização radiológica são pistas importantes.

Contexto Educacional

A Síndrome de Loeffler é uma condição pulmonar caracterizada por infiltrados pulmonares transitórios e eosinofilia periférica, frequentemente subestimada em regiões endêmicas para helmintíases. É crucial para o residente reconhecer essa síndrome, especialmente em pacientes pediátricos com quadros respiratórios recorrentes e sem etiologia bacteriana ou viral clara. A epidemiologia das parasitoses intestinais no Brasil torna este diagnóstico diferencial relevante. A fisiopatologia envolve a migração de larvas de helmintos (como Ascaris lumbricoides, Ancylostoma duodenale e Strongyloides stercoralis) pelos pulmões, desencadeando uma reação inflamatória com acúmulo de eosinófilos. O diagnóstico é suspeitado pela clínica (tosse, dispneia, febre baixa), radiografia de tórax com infiltrados migratórios e eosinofilia no hemograma. A história de exposição e a resposta a anti-helmínticos podem corroborar. O tratamento consiste na eliminação do agente etiológico, geralmente com anti-helmínticos específicos. O prognóstico é geralmente bom, com resolução espontânea ou após tratamento. É fundamental a investigação parasitológica (exame parasitológico de fezes) para confirmar a etiologia e instituir a terapia adequada, prevenindo novas recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome de Loeffler?

A Síndrome de Loeffler manifesta-se com tosse seca, dispneia, febre baixa e infiltrados pulmonares transitórios e migratórios, frequentemente acompanhados de eosinofilia periférica.

Quais parasitas causam a Síndrome de Loeffler?

Os principais parasitas associados à Síndrome de Loeffler são Ascaris lumbricoides, Ancylostoma duodenale e Strongyloides stercoralis, devido à sua fase de migração larvária pelos pulmões.

Como diferenciar a Síndrome de Loeffler de outras pneumonias?

A diferenciação se baseia na recorrência dos episódios, na característica migratória dos infiltrados radiológicos, na eosinofilia e na história epidemiológica de exposição a parasitas.

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