SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
A respeito das doenças infecciosas, julgue o item seguinte. A síndrome de Loeffler, que ocorre em pacientes com helmintoses como ascaridíase e ancilostomíase, é caracterizada por tosse e crises asmatiformes, sendo diagnóstico diferencial de asma e pneumonia bacteriana de repetição.
Síndrome de Loeffler = infiltrados pulmonares migratórios + eosinofilia + sintomas respiratórios em helmintíases.
A Síndrome de Loeffler é uma manifestação pulmonar de algumas helmintíases, como ascaridíase e ancilostomíase, durante a fase de migração larvária. Caracteriza-se por tosse, dispneia, sibilos e infiltrados pulmonares transitórios, frequentemente com eosinofilia.
A Síndrome de Loeffler é uma condição pulmonar transitória e benigna, caracterizada por infiltrados pulmonares migratórios, eosinofilia periférica e sintomas respiratórios leves, como tosse e sibilos. Ela ocorre como uma reação de hipersensibilidade à passagem de larvas de certos parasitas helmínticos pelos pulmões. As helmintíases mais frequentemente associadas à Síndrome de Loeffler são a ascaridíase (Ascaris lumbricoides) e a ancilostomíase (Ancylostoma duodenale, Necator americanus), durante a fase de migração larvária do ciclo de vida desses parasitas. As larvas eclodem no intestino, penetram na parede intestinal, viajam pela circulação até os pulmões, onde amadurecem e são expectoradas e deglutidas, retornando ao intestino. O diagnóstico diferencial é crucial com asma, bronquiolite e pneumonias bacterianas ou virais. A suspeita deve surgir em pacientes com história de exposição a áreas endêmicas, sintomas respiratórios inexplicados, eosinofilia e achados radiográficos de infiltrados pulmonares que mudam de localização. O tratamento é direcionado à helmintíase subjacente, e os sintomas pulmonares geralmente se resolvem espontaneamente.
As helmintíases mais comumente associadas à Síndrome de Loeffler são a ascaridíase (causada por Ascaris lumbricoides) e a ancilostomíase (causada por Ancylostoma duodenale e Necator americanus), durante a fase de migração das larvas pelos pulmões.
Os sintomas incluem tosse seca ou produtiva, dispneia, sibilos e, por vezes, febre baixa, mimetizando quadros de asma ou bronquiolite. O achado laboratorial característico é a eosinofilia periférica e, radiologicamente, infiltrados pulmonares migratórios e transitórios.
A diferenciação envolve a história epidemiológica (contato com solo contaminado, áreas endêmicas), a presença de eosinofilia proeminente, a natureza migratória e transitória dos infiltrados pulmonares e a resposta ao tratamento antiparasitário, em contraste com a falta de resposta a broncodilatadores ou antibióticos convencionais.
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