HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Dentre as enteroparasitoses a seguir. O Grupo que determina a Síndrome de Loeffler é:
Síndrome de Loeffler = Infiltrado pulmonar migratório + eosinofilia periférica → causada por larvas de Ascaris, Ancilostomídeos e Strongyloides.
A Síndrome de Loeffler é uma reação de hipersensibilidade à migração de larvas de helmintos pelos pulmões (Ciclo de Loos). Caracteriza-se por sintomas respiratórios leves, infiltrados pulmonares transitórios e eosinofilia sanguínea acentuada.
A Síndrome de Loeffler é uma forma de pneumonite eosinofílica simples, caracterizada por sintomas respiratórios transitórios e eosinofilia sanguínea, causada por uma reação de hipersensibilidade à migração de larvas de helmintos através dos pulmões. É mais comum em áreas endêmicas para geo-helmintíases, sendo os principais agentes etiológicos Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercoralis e os ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale e Necator americanus). A fisiopatologia está ligada ao chamado Ciclo de Loos, no qual as larvas, após penetrarem no organismo, atingem a circulação sanguínea ou linfática, chegam aos capilares pulmonares, rompem os alvéolos e migram pela árvore brônquica até a faringe, para serem deglutidas e completarem seu ciclo no intestino. Essa passagem pelos pulmões desencadeia uma resposta inflamatória rica em eosinófilos. O diagnóstico é suspeitado pela clínica (tosse seca, dispneia, febre baixa) associada à eosinofilia periférica e confirmado por achados radiológicos de infiltrados pulmonares migratórios. O tratamento da pneumonite em si é de suporte, pois o quadro é autolimitado, resolvendo-se em poucas semanas. O uso de corticosteroides é reservado para casos graves com hipoxemia. A terapia antiparasitária específica deve ser instituída após a resolução da fase pulmonar para erradicar os vermes adultos no trato gastrointestinal e prevenir reinfecções e complicações.
A radiografia de tórax tipicamente mostra infiltrados pulmonares periféricos, uni ou bilaterais, que são transitórios e migratórios, ou seja, mudam de localização ou desaparecem em exames seriados feitos em dias ou semanas.
O tratamento é direcionado ao helminto causador (ex: albendazol, ivermectina) após a fase pulmonar. A pneumonite em si é autolimitada e raramente requer corticosteroides, que são reservados para casos de insuficiência respiratória.
A diferenciação se baseia na eosinofilia periférica acentuada (>500 células/µL), nos infiltrados pulmonares migratórios e na ausência de resposta a antibióticos. A história epidemiológica de exposição a geo-helmintos é crucial.
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