Síndrome de Löeffler: Parasitas e Manifestações Pulmonares

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022

Enunciado

Alguns parasitas apresentam uma fase pulmonar no seu ciclo de vida, cursando com eosinofilia e alterações radiológicas. Assinale a alternativa que indica corretamente o nome desta síndrome e os parasitas que podem causá-la.

Alternativas

  1. A) Síndrome de Löeffler / Giárdia lamblia, Necator americanos, Ancylostoma duodenalis, Strongiloide stercoralis.
  2. B) Síndrome de Löeffler / Necator americanos, Ancylostoma duodenalis, Giárdia lamblia, Ascaris lumbricoides
  3. C) Síndrome de Löeffler / Necator americanos, Ancylostoma duodenalis, Strongiloide stercoralis, Ascaris lumbricoides.
  4. D) Síndrome de Ekbom / Ascaris lumbricoides, Necator americanos, Ancylostoma duodenalis, Strongiloide stercoralis.
  5. E) Síndrome de Ekbom / Giárdia lamblia, Necator americanos, Ancylostoma duodenalis, Strongiloide stercoralis.

Pérola Clínica

Síndrome de Löeffler = eosinofilia pulmonar + infiltrados migratórios + parasitas com fase pulmonar (Ascaris, Necator, Ancylostoma, Strongyloides).

Resumo-Chave

A Síndrome de Löeffler é uma reação de hipersensibilidade pulmonar a parasitas que migram pelos pulmões. Caracteriza-se por tosse, dispneia, infiltrados pulmonares transitórios na radiografia de tórax e eosinofilia periférica e/ou pulmonar. É importante lembrar os principais helmintos envolvidos.

Contexto Educacional

A Síndrome de Löeffler é uma condição pulmonar transitória caracterizada por infiltrados pulmonares migratórios e eosinofilia, resultante de uma reação de hipersensibilidade a parasitas que realizam uma fase de migração pulmonar em seu ciclo de vida. É uma entidade clínica importante na infectologia e pneumologia, especialmente em regiões endêmicas para helmintíases. Sua compreensão é fundamental para o diagnóstico diferencial de doenças pulmonares com eosinofilia. A fisiopatologia envolve a passagem das larvas dos helmintos pelos capilares pulmonares, induzindo uma resposta inflamatória local mediada por eosinófilos. Os principais agentes etiológicos incluem Ascaris lumbricoides, Necator americanus, Ancylostoma duodenalis e Strongyloides stercoralis. O diagnóstico é clínico-radiológico-laboratorial, com a identificação da eosinofilia e dos infiltrados pulmonares, e a confirmação parasitológica é feita pela pesquisa de ovos ou larvas nas fezes ou escarro. O tratamento da Síndrome de Löeffler é geralmente sintomático e direcionado à erradicação do parasita, com anti-helmínticos específicos. O prognóstico é bom, com resolução espontânea dos sintomas pulmonares na maioria dos casos após a eliminação do agente. É crucial para residentes reconhecerem essa síndrome para evitar investigações desnecessárias e iniciar o tratamento adequado, considerando o contexto epidemiológico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais parasitas causam a Síndrome de Löeffler?

A Síndrome de Löeffler é classicamente associada a helmintos que possuem fase de migração pulmonar em seu ciclo de vida, como Ascaris lumbricoides, Necator americanus, Ancylostoma duodenalis e Strongyloides stercoralis.

Quais são os principais sintomas da Síndrome de Löeffler?

Os sintomas incluem tosse seca ou produtiva, dispneia, sibilância e febre baixa. No exame físico, podem ser auscultados sibilos ou estertores, e a radiografia de tórax revela infiltrados pulmonares migratórios.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome de Löeffler?

O diagnóstico é baseado na tríade clínica (sintomas respiratórios), radiológica (infiltrados pulmonares transitórios) e laboratorial (eosinofilia periférica). A identificação dos ovos ou larvas nas fezes ou escarro confirma a etiologia parasitária.

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