Síndrome de Loeffler: Manifestações Pulmonares da Ascaridíase

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021

Enunciado

As parasitoses intestinais constituem um problema mundial de saúde pública, acometendo mais de 1 bilhão de pessoas no mundo inteiro. No Brasil, apesar de observada uma redução da prevalência nos últimos 30 anos, ainda estima-se que haja milhões de infectados por parasitas, sobretudo nas regiões de maior concentração populacional e com baixas condições sócio-econômicas. Alguns parasitas, como o Ascaris lumbricoides, em seu estágio larvar, pode desencadear a chamada Síndrome de Loeffler, que consiste em:

Alternativas

  1. A) Formas crônicas com sintomas de hipersensibilidade (tosse, urticária e eosinofilia)
  2. B) Fixação dos vermes na mucosa, gerando dor abdominal, diarreia, náuseas e vômitos.
  3. C) Predomínio de sintomas respiratórios como broncoespasmo, pneumonia intersticial e sinais de insuficiência respiratória.
  4. D) Formação de abscesso hepático com febre alta, distensão abdominal, queda do estado geral e hepatomegalia dolorosa.

Pérola Clínica

Síndrome de Loeffler = Manifestação pulmonar da migração larvar de Ascaris lumbricoides, com sintomas respiratórios e eosinofilia.

Resumo-Chave

A Síndrome de Loeffler é uma manifestação pulmonar da fase de migração larvar de parasitas como o Ascaris lumbricoides. Caracteriza-se por sintomas respiratórios (tosse, broncoespasmo, dispneia) e infiltrados pulmonares transitórios, frequentemente acompanhados de eosinofilia periférica.

Contexto Educacional

A Síndrome de Loeffler é uma condição pulmonar transitória caracterizada por infiltrados pulmonares migratórios e eosinofilia periférica, geralmente causada pela migração de larvas de helmintos através dos pulmões. O Ascaris lumbricoides, agente etiológico da ascaridíase, é um dos parasitas mais comuns a desencadear essa síndrome durante sua fase larvar, que faz parte de seu ciclo de vida pulmonar. O ciclo de vida do Ascaris lumbricoides envolve a ingestão de ovos embrionados, eclosão das larvas no intestino, penetração na mucosa intestinal e migração via circulação portal para o fígado, coração e, finalmente, pulmões. Nos pulmões, as larvas rompem os capilares e invadem os alvéolos, onde sofrem mudas antes de ascender pela árvore brônquica, serem deglutidas e amadurecerem no intestino delgado. É durante essa passagem pelos pulmões que a Síndrome de Loeffler se manifesta, devido a uma reação de hipersensibilidade às larvas. Os sintomas da Síndrome de Loeffler incluem tosse seca ou produtiva, dispneia, sibilos e, por vezes, febre baixa. A radiografia de tórax pode mostrar infiltrados pulmonares difusos ou localizados, que são transitórios e podem migrar. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com suporte laboratorial pela eosinofilia e, posteriormente, pela identificação de ovos de Ascaris nas fezes (quando os vermes adultos já estão no intestino). O tratamento é feito com anti-helmínticos como albendazol ou mebendazol, que são eficazes contra as formas adultas e larvas.

Perguntas Frequentes

Quais parasitas podem causar a Síndrome de Loeffler além do Ascaris lumbricoides?

Além do Ascaris lumbricoides, outros parasitas que podem causar a Síndrome de Loeffler durante sua fase de migração larvar incluem Strongyloides stercoralis, Ancylostoma duodenale e Necator americanus (ancilostomídeos).

Quais são os principais achados clínicos e laboratoriais da Síndrome de Loeffler?

Clinicamente, a síndrome se manifesta com tosse seca ou produtiva, dispneia, broncoespasmo e, ocasionalmente, febre baixa. Laboratorialmente, é comum encontrar eosinofilia periférica e, na radiografia de tórax, infiltrados pulmonares migratórios e transitórios.

Como a Síndrome de Loeffler se diferencia de outras pneumonias?

A Síndrome de Loeffler se diferencia pela sua etiologia parasitária, pela presença de eosinofilia proeminente e pelos infiltrados pulmonares que são tipicamente transitórios e migratórios. A história de exposição a parasitas ou residência em áreas endêmicas é um forte indício.

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