Síndrome de Lise Tumoral: Diagnóstico e Manejo Essencial

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020

Enunciado

O sucesso do tratamento das doenças oncológicas depende não somente da terapêutica específica, mas também do diagnóstico precoce e do adequado atendimento das situações de emergência/urgência. Em relação às emergências/urgências oncológicas, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A mais comum causa primária da síndrome da veia cava superior e síndrome mediastinal superior na faixa etária pediátrica são as infecciosas, principalmente quando houver efusão pleural e pericárdica.
  2. B) A hiperleucocitose é definida pela presença de leucócitos no sangue periférico em número superior a 100.000/mm3. Está prontamente indicada nesses pacientes a transfusão de glóbulos vermelhos para corrigir a anemia.
  3. C) Na síndrome de veia cava superior secundária a doença neoplásica está indicada, com urgência, a sedação ou anestesia geral para biópsia da massa tumoral em mediastino.
  4. D) A síndrome de lise tumoral consiste de anormalidades metabólicas resultantes da morte das células tumorais e da liberação de seu conteúdo na circulação. A tríade clássica inclui hiperuricemia, hiperfosfatemia e hipercalemia.
  5. E) Na síndrome de lise tumoral, quando as intervenções medicamentosas falham para correção dos distúrbios metabólicos, ou a oligúria persiste, está indicada preferencialmente a diálise peritoneal.

Pérola Clínica

Síndrome de Lise Tumoral = Hiperuricemia, Hiperfosfatemia, Hipercalemia (e hipocalcemia secundária).

Resumo-Chave

A Síndrome de Lise Tumoral é uma emergência oncológica caracterizada pela rápida destruição de células tumorais, liberando seu conteúdo intracelular na circulação. Isso leva a distúrbios eletrolíticos e metabólicos graves, sendo a tríade clássica hiperuricemia, hiperfosfatemia e hipercalemia.

Contexto Educacional

As emergências oncológicas são condições agudas que surgem como complicação do câncer ou de seu tratamento, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos para evitar morbidade e mortalidade significativas. Elas abrangem desde síndromes compressivas, como a síndrome da veia cava superior, até distúrbios metabólicos graves, como a síndrome de lise tumoral. O conhecimento aprofundado dessas condições é vital para qualquer profissional que lide com pacientes oncológicos. A Síndrome de Lise Tumoral (SLT) é um exemplo crítico, ocorrendo devido à rápida destruição de células tumorais, liberando grandes quantidades de potássio, fosfato e ácidos nucleicos (que são metabolizados em ácido úrico) na circulação. Isso resulta na tríade clássica de hiperuricemia, hiperfosfatemia e hipercalemia, frequentemente acompanhada de hipocalcemia secundária à precipitação de cálcio com fosfato. A fisiopatologia envolve a sobrecarga dos sistemas de excreção e tamponamento do corpo. O diagnóstico precoce da SLT é baseado na suspeita clínica em pacientes de risco e na monitorização laboratorial. O tratamento foca na prevenção e correção dos distúrbios metabólicos, com hidratação agressiva, alopurinol ou rasburicase para hiperuricemia, e correção de eletrólitos. Em casos refratários ou com insuficiência renal, a hemodiálise pode ser necessária. O prognóstico depende da rapidez e eficácia do manejo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para desenvolver a Síndrome de Lise Tumoral?

Os principais fatores de risco incluem tumores de alta proliferação (como linfomas de Burkitt, leucemias agudas), grande massa tumoral, alta sensibilidade à quimioterapia e disfunção renal pré-existente.

Qual a conduta inicial para prevenir a Síndrome de Lise Tumoral?

A prevenção envolve hidratação vigorosa e o uso de alopurinol ou rasburicase para controlar a hiperuricemia, além de monitoramento rigoroso dos eletrólitos antes e durante o tratamento quimioterápico.

Como a Síndrome de Lise Tumoral afeta os rins?

A hiperuricemia leva à precipitação de cristais de ácido úrico nos túbulos renais, causando nefropatia obstrutiva aguda. A hiperfosfatemia pode precipitar fosfato de cálcio, contribuindo para a lesão renal aguda.

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