Síndrome de Lise Tumoral: Diagnóstico Laboratorial Essencial

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020

Enunciado

Criança de três anos, sexo masculino, internada em um hospital municipal, diagnosticada recentemente com Leucemia Linfoide Aguda, aguardando transferência para Hospital especializado em Oncologia Pediátrica, evoluindo com desconforto respiratório, queda repentina dos leucócitos de 100.000 mm³ para 13.000 mm³. O médico que estava de plantão desconfiou da hipótese diagnóstica de síndrome de lise tumoral. Quais exames laboratoriais deveria solicitar para diagnosticar a provável Síndrome de Lise Tumoral?

Alternativas

  1. A) Solicitar estudo genético para avaliar presença de cromossomo Filadélfia
  2. B) Solicitar novo mielograma com imunofenotipagem.
  3. C) Potássio sérico, cálcio sérico, fósforo sérico e ácido úrico.
  4. D) Solicitar Petscan
  5. E) Solicitar triglicérides, ferritina, dhl e fibrinogênio

Pérola Clínica

SLT = hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia + hipocalcemia. Monitorar eletrólitos e função renal.

Resumo-Chave

A Síndrome de Lise Tumoral é uma emergência oncológica caracterizada pela rápida destruição de células tumorais, liberando seu conteúdo intracelular na corrente sanguínea. Isso leva a distúrbios eletrolíticos e metabólicos graves, como hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia e hipocalcemia secundária à precipitação de fosfato de cálcio, que devem ser prontamente identificados por exames laboratoriais para manejo adequado.

Contexto Educacional

A Síndrome de Lise Tumoral (SLT) é uma emergência oncológica que ocorre devido à rápida destruição de células tumorais, liberando grandes quantidades de potássio, fosfato e ácidos nucleicos (que se metabolizam em ácido úrico) na circulação. É mais comum em neoplasias de alta proliferação e grande carga tumoral, como leucemias e linfomas de alto grau, especialmente após o início da quimioterapia, mas pode ocorrer espontaneamente. O reconhecimento precoce é crucial para prevenir complicações potencialmente fatais. O diagnóstico da SLT é primariamente laboratorial, baseado na identificação dos distúrbios metabólicos característicos. Os exames essenciais incluem potássio sérico (para hipercalemia), fósforo sérico (para hiperfosfatemia), cálcio sérico (para hipocalcemia, que é uma consequência da hiperfosfatemia) e ácido úrico sérico (para hiperuricemia). A monitorização da função renal (creatinina, ureia) também é vital, pois a insuficiência renal aguda é uma complicação grave. O manejo da SLT envolve hidratação vigorosa para promover a excreção renal, uso de alopurinol ou rasburicase para reduzir o ácido úrico, e correção dos distúrbios eletrolíticos. A prevenção é fundamental em pacientes de alto risco, com início de medidas profiláticas antes da quimioterapia. Residentes devem estar aptos a identificar rapidamente os fatores de risco e os sinais laboratoriais para iniciar o tratamento adequado.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais laboratoriais da Síndrome de Lise Tumoral?

A Síndrome de Lise Tumoral é caracterizada por hiperuricemia, hipercalemia, hiperfosfatemia e hipocalcemia, resultantes da rápida liberação de componentes intracelulares das células tumorais.

Por que a hipocalcemia ocorre na Síndrome de Lise Tumoral?

A hipocalcemia na SLT é secundária à hiperfosfatemia. O excesso de fosfato se liga ao cálcio sérico, formando precipitados de fosfato de cálcio que podem se depositar nos tecidos, incluindo os rins.

Quais são as complicações mais graves da Síndrome de Lise Tumoral não tratada?

As complicações incluem arritmias cardíacas devido à hipercalemia, insuficiência renal aguda por precipitação de cristais de ácido úrico e fosfato de cálcio nos túbulos renais, e convulsões ou tetania pela hipocalcemia.

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