Síndrome de Lise Tumoral: Achados Laboratoriais Essenciais

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente 22 anos, iniciou tratamento para neoplasia hematológica e foi diagnosticado com síndrome de lise tumoral. A alteração de exame que corroborou para tal diagnóstico foi

Alternativas

  1. A) potássio 2,0 mEq/L.
  2. B) cálcio iônico 1,39 mmol/L.
  3. C) fósforo 5,6 mg/dL.
  4. D) ácido úrico 3,0 mg/dL.
  5. E) sódio 150,0 mEq/L.

Pérola Clínica

SLT → hiperfosfatemia, hipercalemia, hiperuricemia e hipocalcemia.

Resumo-Chave

A síndrome de lise tumoral é uma emergência oncológica caracterizada por distúrbios metabólicos. A hiperfosfatemia é um achado laboratorial chave, resultante da liberação de fosfato intracelular das células tumorais lisadas, corroborando o diagnóstico.

Contexto Educacional

A Síndrome de Lise Tumoral (SLT) é uma complicação oncológica aguda e potencialmente fatal, que ocorre devido à rápida destruição de células tumorais, liberando seu conteúdo intracelular na corrente sanguínea. É mais comum em neoplasias hematológicas de alta proliferação, como leucemias e linfomas, especialmente após o início da quimioterapia, mas pode ocorrer espontaneamente. O reconhecimento precoce e a prevenção são cruciais para evitar complicações graves como insuficiência renal aguda e arritmias cardíacas. Fisiopatologicamente, a SLT leva a um desequilíbrio eletrolítico e metabólico. A liberação de potássio e fosfato intracelulares causa hipercalemia e hiperfosfatemia, respectivamente. A hiperfosfatemia, por sua vez, precipita o cálcio, resultando em hipocalcemia. Além disso, a liberação de ácidos nucleicos leva à formação de ácido úrico, causando hiperuricemia, que pode precipitar nos túbulos renais e levar à insuficiência renal aguda. O diagnóstico é laboratorial, baseado nos critérios de Cairo-Bishop, que combinam alterações eletrolíticas e de ácido úrico. O tratamento da SLT envolve hidratação agressiva para promover a excreção renal, correção dos distúrbios eletrolíticos (hipercalemia, hipocalcemia, hiperfosfatemia) e manejo da hiperuricemia com alopurinol ou rasburicase. A monitorização contínua dos eletrólitos e da função renal é fundamental. A prevenção em pacientes de alto risco é a melhor abordagem, incluindo hidratação profilática e uso de agentes hipouricemiantes antes e durante a quimioterapia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios diagnósticos laboratoriais para a Síndrome de Lise Tumoral?

Os critérios de Cairo-Bishop para SLT incluem dois ou mais dos seguintes: hiperuricemia, hipercalemia, hiperfosfatemia e hipocalcemia, ocorrendo dentro de 3 dias antes ou 7 dias após o início da quimioterapia.

Por que a hiperfosfatemia é um achado comum na Síndrome de Lise Tumoral?

A hiperfosfatemia ocorre devido à rápida liberação de fosfato intracelular das células tumorais que estão sendo destruídas. Esse excesso de fosfato pode se ligar ao cálcio, levando à hipocalcemia secundária.

Qual a conduta inicial para prevenir a Síndrome de Lise Tumoral em pacientes de alto risco?

A prevenção envolve hidratação vigorosa para aumentar o fluxo urinário e o uso de alopurinol ou rasburicase para controlar os níveis de ácido úrico, minimizando o risco de nefropatia por urato.

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