HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
Homem de 25 anos, ao ser submetido a quimioterapia para tratamento de linfoma de Burkitt, desenvolveu quadro típico de síndrome de lise tumoral, caracterizado por náusea, letargia, convulsão,
SLT → Hipercalemia, hiperfosfatemia, hiperuricemia e hipocalcemia.
A síndrome de lise tumoral é uma emergência oncológica causada pela rápida destruição de células tumorais, liberando seu conteúdo intracelular. Isso leva a distúrbios eletrolíticos e metabólicos graves, como hipercalemia, hiperfosfatemia e hiperuricemia, que, por sua vez, podem causar hipocalcemia devido à ligação do fosfato ao cálcio.
A Síndrome de Lise Tumoral (SLT) é uma complicação oncológica aguda e potencialmente fatal, caracterizada pela rápida destruição de células tumorais, liberando grandes quantidades de conteúdo intracelular na circulação. É mais comum em neoplasias de alta proliferação e grande massa tumoral, como linfomas de Burkitt e leucemias agudas, especialmente após o início da quimioterapia. A SLT é uma emergência médica que exige reconhecimento e manejo imediatos para prevenir complicações graves. A fisiopatologia da SLT envolve a liberação de potássio, fosfato e ácidos nucleicos (que são metabolizados em ácido úrico) das células tumorais lisadas. Isso resulta em hipercalemia, hiperfosfatemia e hiperuricemia. A hiperfosfatemia, por sua vez, leva à precipitação de fosfato de cálcio nos tecidos, causando hipocalcemia e podendo precipitar insuficiência renal aguda. As manifestações clínicas incluem náuseas, vômitos, letargia, arritmias cardíacas (devido à hipercalemia), convulsões (devido à hipocalcemia) e insuficiência renal aguda. O tratamento da SLT é focado na prevenção e correção dos distúrbios metabólicos. Inclui hidratação vigorosa para aumentar o fluxo urinário e prevenir a precipitação de cristais, uso de alopurinol ou rasburicase para reduzir os níveis de ácido úrico, e correção dos distúrbios eletrolíticos. A diálise pode ser necessária em casos de insuficiência renal refratária ou distúrbios eletrolíticos graves. O reconhecimento precoce e a profilaxia em pacientes de alto risco são cruciais para um bom prognóstico.
Os principais distúrbios são hipercalemia, hiperfosfatemia e hiperuricemia, que podem levar secundariamente à hipocalcemia devido à precipitação do cálcio com o fosfato.
A hipocalcemia na SLT é uma consequência da hiperfosfatemia. O excesso de fosfato liberado das células tumorais se liga ao cálcio sérico, formando precipitados de fosfato de cálcio e reduzindo os níveis de cálcio ionizado disponível.
As manifestações incluem náuseas, vômitos, letargia, arritmias cardíacas (hipercalemia), convulsões (hipocalcemia), e sinais de insuficiência renal aguda, como oligúria.
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