HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Os principais distúrbios hidroeletrolíticos encontrados em pacientes oncológicos com quadro de síndrome de lise tumoral são:
Lise Tumoral → Hiperuricemia, Hiperfosfatemia, Hipercalemia, Hipocalcemia.
A síndrome de lise tumoral ocorre pela rápida destruição de células tumorais, liberando seu conteúdo intracelular na corrente sanguínea. Isso leva ao acúmulo de potássio, fosfato e ácidos nucleicos (metabolizados em ácido úrico), enquanto o fosfato elevado se liga ao cálcio, causando hipocalcemia.
A Síndrome de Lise Tumoral (SLT) é uma emergência oncológica que ocorre devido à rápida destruição de células tumorais, geralmente após o início da quimioterapia, mas também pode ser espontânea. É mais comum em tumores de alta proliferação e grande carga tumoral, como linfomas de Burkitt e leucemias agudas. O reconhecimento precoce e a profilaxia são cruciais para evitar complicações graves. A fisiopatologia da SLT envolve a liberação maciça de componentes intracelulares, como potássio, fosfato e ácidos nucleicos, na circulação. Isso leva a um quadro de hipercalemia, hiperfosfatemia e hiperuricemia. A hiperfosfatemia, por sua vez, causa hipocalcemia devido à precipitação de fosfato de cálcio. As principais complicações incluem arritmias cardíacas (hipercalemia), insuficiência renal aguda (nefropatia por ácido úrico e fosfato de cálcio) e convulsões (hipocalcemia). O tratamento e a profilaxia da SLT incluem hidratação vigorosa para aumentar o fluxo urinário, uso de alopurinol ou rasburicase para controlar a hiperuricemia, e correção dos distúrbios eletrolíticos. O monitoramento rigoroso dos eletrólitos e da função renal é fundamental. A rasburicase é preferível em casos de hiperuricemia grave ou risco muito alto, pois degrada o ácido úrico já formado.
Os principais distúrbios são hiperuricemia, hiperfosfatemia, hipercalemia e hipocalcemia, resultantes da rápida liberação do conteúdo intracelular das células tumorais destruídas.
A hipocalcemia ocorre devido à hiperfosfatemia. O excesso de fosfato liberado se liga ao cálcio sérico, formando complexos de fosfato de cálcio que precipitam nos tecidos, reduzindo os níveis de cálcio ionizado.
A hiperuricemia é crucial, pois o ácido úrico pode precipitar nos túbulos renais, causando nefropatia obstrutiva aguda e insuficiência renal, uma complicação grave da síndrome de lise tumoral.
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