HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
A síndrome de lise tumoral pode ocorrer durante o início do tratamento de algumas doenças onco-hematológicas. As alterações comumente encontradas nessa síndrome são:
SLT = ↑ ácido úrico, ↑ potássio, ↑ fosfato, ↓ cálcio.
A síndrome de lise tumoral ocorre pela rápida destruição de células tumorais, liberando seu conteúdo intracelular. Isso leva a hiperuricemia (do DNA), hipercalemia (do potássio intracelular), hiperfosfatemia (do fosfato intracelular) e, secundariamente, hipocalcemia (pela ligação do fosfato com o cálcio).
A Síndrome de Lise Tumoral (SLT) é uma complicação oncológica grave e potencialmente fatal, que ocorre devido à rápida destruição de um grande número de células tumorais, geralmente no início da quimioterapia ou radioterapia, mas também pode ocorrer espontaneamente. A lise celular maciça libera grandes quantidades de componentes intracelulares na corrente sanguínea. As principais alterações metabólicas características da SLT incluem hiperuricemia (pela liberação de ácidos nucleicos que são metabolizados a ácido úrico), hipercalemia (pela liberação de potássio intracelular), e hiperfosfatemia (pela liberação de fosfato intracelular). Consequentemente à hiperfosfatemia, ocorre hipocalcemia, pois o excesso de fosfato se liga ao cálcio sérico, formando precipitados de fosfato de cálcio. O reconhecimento precoce e a profilaxia são cruciais para o manejo da SLT. A profilaxia inclui hidratação vigorosa e uso de alopurinol ou rasburicase para prevenir a hiperuricemia. O tratamento das alterações eletrolíticas envolve medidas específicas para hipercalemia, hiperfosfatemia e hipocalcemia. Residentes devem estar atentos aos fatores de risco e à monitorização laboratorial rigorosa para prevenir e tratar esta síndrome.
As principais alterações metabólicas na SLT são hiperuricemia, hipercalemia e hiperfosfatemia. Secundariamente à hiperfosfatemia, ocorre hipocalcemia devido à precipitação de fosfato de cálcio.
A hipocalcemia na SLT é uma consequência da hiperfosfatemia. O excesso de fosfato liberado das células tumorais se liga ao cálcio sérico, formando precipitados de fosfato de cálcio, o que reduz os níveis de cálcio ionizado disponível.
Pacientes com tumores de alta proliferação, grande massa tumoral e alta sensibilidade à quimioterapia, como linfomas de Burkitt, leucemia linfoide aguda e outras leucemias e linfomas de alto grau, têm maior risco de SLT.
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