SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
A Síndrome da Lise Tumoral que pode ocorrer no tratamento de algumas doenças onco-hematológicas com grande significado em pediatria, tem como alterações metabólicas clássicas:
SLT → Hiperuricemia, Hipercalemia, Hiperfosfatemia, Hipocalcemia.
A Síndrome da Lise Tumoral ocorre pela rápida destruição de células tumorais, liberando seu conteúdo intracelular. Isso leva ao acúmulo de potássio, fosfato e ácidos nucleicos (metabolizados em ácido úrico), resultando nas alterações metabólicas clássicas. A hipocalcemia é secundária à hiperfosfatemia.
A Síndrome da Lise Tumoral (SLT) é uma emergência oncológica que resulta da rápida destruição de células tumorais, liberando grandes quantidades de conteúdo intracelular na corrente sanguínea. É mais comum em pacientes com tumores de alta proliferação e grande carga tumoral, como linfomas e leucemias, especialmente após o início da quimioterapia. Sua importância em pediatria é significativa devido à alta incidência de leucemias e linfomas nessa faixa etária. Fisiopatologicamente, a lise celular libera potássio (hipercalemia), fosfato (hiperfosfatemia) e ácidos nucleicos que são metabolizados em ácido úrico (hiperuricemia). A hiperfosfatemia, por sua vez, leva à precipitação de cálcio, resultando em hipocalcemia secundária. Essas alterações podem causar insuficiência renal aguda (nefropatia por urato e fosfato de cálcio), arritmias cardíacas (hipercalemia) e convulsões (hipocalcemia). O tratamento e a prevenção da SLT incluem hidratação vigorosa para aumentar o fluxo urinário e prevenir a precipitação de cristais, além do uso de agentes que reduzem o ácido úrico, como alopurinol (inibidor da xantina oxidase) ou rasburicase (uricase recombinante que converte ácido úrico em alantoína, mais solúvel). O monitoramento rigoroso dos eletrólitos e a correção das alterações são fundamentais para evitar complicações fatais.
Os principais distúrbios eletrolíticos na Síndrome da Lise Tumoral são hiperuricemia, hipercalemia, hiperfosfatemia e hipocalcemia secundária.
A hipocalcemia é uma consequência da hiperfosfatemia, pois o fosfato liberado das células tumorais se liga ao cálcio, formando precipitados de fosfato de cálcio, reduzindo os níveis séricos de cálcio ionizado.
A prevenção é crucial para evitar complicações graves como insuficiência renal aguda, arritmias cardíacas e convulsões. A hidratação vigorosa e o uso de alopurinol ou rasburicase são medidas chave.
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