SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
A síndrome de lise tumoral é uma emergência oncológica comum, durante diagnóstico e início de tratamento de doenças oncológicas, principalmente leucemias agudas. Entretanto, algumas medidas preventivas são importantes para evitar a instalação dessa condição, tais como:
Hiperuricemia grave ou Hiperleucocitose → Rasburicase (converte urato em alantoína).
A prevenção da SLT foca em hidratação vigorosa e controle do ácido úrico; a rasburicase é superior ao alopurinol em pacientes de alto risco por degradar o ácido úrico já existente.
A Síndrome de Lise Tumoral (SLT) decorre da destruição maciça de células neoplásicas, liberando grandes quantidades de potássio, fósforo e ácidos nucleicos (que são metabolizados em ácido úrico) na circulação. É uma emergência comum em linfomas de Burkitt e leucemias agudas com alta carga tumoral. A prevenção é o pilar do tratamento, baseando-se em hiper-hidratação (sem potássio inicialmente) para manter o fluxo renal. Em pacientes de alto risco, como aqueles com hiperleucocitose ou hiperuricemia pré-tratamento, a rasburicase é a droga de escolha. Ela atua rapidamente, reduzindo os níveis de ácido úrico em poucas horas e protegendo a função renal. O manejo cuidadoso dos eletrólitos e a monitorização da função renal são vitais para evitar a necessidade de terapia de substituição renal (diálise).
O alopurinol é um inibidor da xantina oxidase, prevenindo a formação de novo ácido úrico, mas não reduz o ácido úrico já circulante. A rasburicase é uma urato-oxidase recombinante que converte o ácido úrico já formado em alantoína, uma substância 5 a 10 vezes mais solúvel e facilmente excretada pelos rins.
A SLT laboratorial é definida pela presença de dois ou mais dos seguintes critérios (ocorrendo 3 dias antes ou até 7 dias após o início da quimioterapia): Ácido úrico ≥ 8 mg/dL, Potássio ≥ 6 mEq/L, Fósforo ≥ 4,5 mg/dL (adultos) ou 6,5 mg/dL (crianças), e Cálcio ≤ 7 mg/dL.
Antigamente recomendada para aumentar a solubilidade do ácido úrico, a alcalinização urinária (uso de bicarbonato) caiu em desuso porque, embora ajude com o urato, ela diminui drasticamente a solubilidade do fosfato de cálcio, aumentando o risco de depósitos renais e insuficiência renal aguda obstrutiva.
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