CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021
São fatores de risco para Síndrome da Lise Tumoral todos os abaixo, exceto:
SLT: Hiperuricemia, hipercalemia, hiperfosfatemia e insuficiência renal são riscos e complicações. Anemia NÃO é fator de risco.
A Síndrome da Lise Tumoral é uma emergência oncológica caracterizada pela liberação massiva de componentes intracelulares após a destruição rápida de células tumorais, levando a distúrbios metabólicos graves. Fatores de risco incluem alta carga tumoral, sensibilidade à quimioterapia, disfunção renal pré-existente e níveis elevados de ácido úrico e LDH.
A Síndrome da Lise Tumoral (SLT) é uma emergência oncológica que ocorre devido à rápida destruição de células tumorais, liberando grandes quantidades de potássio, fosfato e ácidos nucleicos na corrente sanguínea. Esses metabólitos podem levar a hipercalemia, hiperfosfatemia, hipocalcemia secundária e hiperuricemia, resultando em insuficiência renal aguda, arritmias cardíacas e convulsões. É mais comum em tumores de alta proliferação e grande massa, como linfomas de Burkitt e leucemias agudas, especialmente após o início da quimioterapia. O diagnóstico precoce e a identificação dos fatores de risco são cruciais para a prevenção e manejo da SLT. Fatores como alta carga tumoral, sensibilidade do tumor à quimioterapia, disfunção renal pré-existente (baixa TFG), e níveis séricos elevados de ácido úrico e lactato desidrogenase (LDH) antes do tratamento aumentam significativamente o risco. A hipercalemia pré-tratamento também é um indicador de risco elevado. A anemia, embora frequente em pacientes oncológicos, não é um fator de risco direto para a SLT. A conduta preventiva inclui hidratação vigorosa e uso de alopurinol ou rasburicase para controlar o ácido úrico. O monitoramento rigoroso dos eletrólitos e da função renal é essencial. O tratamento da SLT estabelecida envolve correção dos distúrbios eletrolíticos, diálise em casos de insuficiência renal grave e manejo das complicações cardíacas e neurológicas. Residentes devem estar aptos a reconhecer e manejar esta condição para evitar morbimortalidade significativa.
Os principais fatores de risco incluem alta carga tumoral, tumores com alta taxa de proliferação, disfunção renal pré-existente, e níveis séricos elevados de ácido úrico e lactato desidrogenase (LDH) antes do tratamento.
A baixa taxa de filtração glomerular impede a excreção eficiente dos metabólitos liberados pelas células tumorais lisadas, como ácido úrico e fósforo, agravando a hiperuricemia e hiperfosfatemia.
A anemia, embora comum em pacientes com câncer, não está diretamente ligada aos mecanismos fisiopatológicos da SLT, que envolvem a liberação de conteúdo intracelular e sobrecarga metabólica renal.
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