SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Na síndrome do ligamento arqueado mediano, qual das artérias abaixo apresenta maior dilatação?
Compressão do tronco celíaco → Fluxo retrógrado via Mesentérica Superior → Dilatação da Gastroduodenal.
Na Síndrome de Dunbar, a compressão do tronco celíaco gera circulação colateral compensatória, dilatando as arcadas pancreatoduodenais e a artéria gastroduodenal.
A Síndrome do Ligamento Arqueado Mediano (SLAM) é uma causa rara de dor abdominal crônica, frequentemente subdiagnosticada. A fisiopatologia envolve tanto um componente isquêmico (pela compressão vascular) quanto um componente neurogênico (pela compressão do gânglio celíaco). A característica anatômica marcante é a indentação superior do tronco celíaco. A hemodinâmica vascular é alterada de tal forma que a artéria mesentérica superior (AMS) assume o papel de principal suprimento para o território celíaco. As arcadas pancreatoduodenais funcionam como pontes, e a artéria gastroduodenal, sendo o elo final dessa cadeia colateral, sofre dilatação aneurismática ou hipertrófica. O tratamento definitivo geralmente envolve a liberação cirúrgica (descompressão) do ligamento, podendo ser realizada por via laparoscópica ou robótica.
A síndrome, também conhecida como Síndrome de Dunbar, ocorre devido à compressão extrínseca do tronco celíaco pelo ligamento arqueado mediano do diafragma, que está posicionado de forma anormalmente baixa. Essa compressão é tipicamente mais acentuada durante a expiração, quando o diafragma se move superiormente, podendo causar dor abdominal pós-prandial e perda de peso.
Devido à estenose ou oclusão funcional do tronco celíaco, o corpo estabelece uma circulação colateral para suprir os órgãos do andar superior do abdome (fígado, estômago, baço). O sangue flui da artéria mesentérica superior para as artérias pancreatoduodenais inferiores e destas para as superiores, que desembocam na artéria gastroduodenal. Esse aumento crônico de fluxo e pressão causa a dilatação da artéria gastroduodenal.
O diagnóstico baseia-se na clínica de isquemia mesentérica crônica em pacientes jovens e em exames de imagem. O Doppler de artérias viscerais mostra aumento das velocidades sistólicas no tronco celíaco que pioram na expiração. A angiotomografia ou angiorressonância demonstram a compressão em 'gancho' do tronco celíaco e a presença de colaterais dilatadas.
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