SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Leia o caso clínico. Paciente submetido a quimioterapia com fludarabina e ciclofosfamida, seguido de terapia com receptor do antígeno quimérico de células T (CAR-T cell) por leucemia linfoide aguda. No sexto dia, após a infusão das células, paciente apresenta temperatura de 38,9C, hipotensão, com necessidade de altas doses de drogas vasoativas, aumento pronunciado de proteína C reativa e procalcitonina normal. O diagnóstico apropriado para o paciente é de
Febre + hipotensão + PCR ↑ + procalcitonina normal pós CAR-T cell → Síndrome de Liberação de Citocinas.
A Síndrome de Liberação de Citocinas (SLC) é uma complicação grave da terapia CAR-T cell, caracterizada por uma resposta inflamatória sistêmica. A distinção de choque séptico é crucial, e a procalcitonina normal, apesar da PCR elevada, é um forte indicativo de SLC.
A terapia com receptor de antígeno quimérico de células T (CAR-T cell) representa um avanço significativo no tratamento de neoplasias hematológicas refratárias, como a leucemia linfoide aguda. No entanto, essa terapia inovadora não é isenta de efeitos adversos graves, sendo a Síndrome de Liberação de Citocinas (SLC) a complicação mais comum e potencialmente fatal. A SLC é uma resposta inflamatória sistêmica desencadeada pela ativação e proliferação maciça das células CAR-T, resultando na liberação de grandes quantidades de citocinas pró-inflamatórias. O diagnóstico da SLC é clínico, baseado na presença de febre, hipotensão, taquicardia, hipóxia e disfunção de múltiplos órgãos, que geralmente se manifestam nos primeiros dias ou semanas após a infusão das células CAR-T. É crucial diferenciar a SLC de outras condições graves, como o choque séptico, que pode ter uma apresentação clínica semelhante. Um marcador laboratorial importante nessa distinção é a procalcitonina, que tende a permanecer normal ou minimamente elevada na SLC, enquanto se eleva significativamente em infecções bacterianas. A proteína C reativa, por outro lado, costuma estar marcadamente elevada em ambos os quadros. O manejo da SLC varia de suporte clínico a terapias imunomoduladoras específicas. Casos leves podem ser manejados com suporte e observação, enquanto casos moderados a graves exigem intervenções como tocilizumabe (um anticorpo anti-IL-6) e corticosteroides. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são fundamentais para melhorar o prognóstico dos pacientes submetidos à terapia CAR-T cell.
Os critérios incluem febre, hipotensão, taquicardia, hipóxia, e disfunção de múltiplos órgãos, que ocorrem após a infusão de células CAR-T. A elevação de marcadores inflamatórios como PCR é comum.
A diferenciação é desafiadora, mas a procalcitonina é um marcador útil: geralmente está normal ou discretamente elevada na SLC, enquanto se eleva significativamente em infecções bacterianas graves e choque séptico. A cultura de sangue negativa também apoia o diagnóstico de SLC.
A SLC é causada pela ativação maciça e proliferação das células CAR-T, que liberam grandes quantidades de citocinas pró-inflamatórias (como IL-6, TNF-alfa) no sangue. Essa "tempestade de citocinas" leva a uma resposta inflamatória sistêmica e disfunção orgânica.
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