UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Que imagem de uma reconstrução tomográfica em 3D do segmento aortoilíaco, dentre as abaixo, é a mais compatível com um quadro de ausência de pulsos femorais, claudicação de nádega e impotência sexual?
Síndrome de Leriche = claudicação nádega + impotência + ausência pulsos femorais → obstrução aortoilíaca.
A tríade clássica de claudicação de nádega, impotência sexual e ausência de pulsos femorais é característica da Síndrome de Leriche, causada por oclusão aterosclerótica do segmento aortoilíaco. A angiotomografia 3D é essencial para visualizar a extensão da obstrução.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma condição comum, especialmente em pacientes com fatores de risco cardiovasculares como diabetes, hipertensão e tabagismo. A Síndrome de Leriche representa uma forma específica e grave de DAOP, caracterizada pela oclusão do segmento aortoilíaco. A Síndrome de Leriche manifesta-se clinicamente pela tríade clássica de claudicação intermitente de nádegas, coxas e panturrilhas, ausência ou diminuição dos pulsos femorais e disfunção erétil (impotência sexual) em homens. A claudicação de nádega é um sintoma distintivo, indicando isquemia dos músculos glúteos, enquanto a impotência sexual reflete a isquemia das artérias pudendas internas, ramos da ilíaca interna. O diagnóstico é fortemente sugerido pela história clínica e exame físico, sendo confirmado por exames de imagem. A angiotomografia (Angio-TC) com reconstrução 3D é a modalidade de escolha, pois permite uma visualização detalhada da anatomia vascular, a extensão da oclusão, a presença de calcificações e a circulação colateral, sendo essencial para o planejamento terapêutico, que pode incluir revascularização cirúrgica ou endovascular.
A Síndrome de Leriche é caracterizada pela tríade de claudicação intermitente de nádegas e coxas, ausência ou diminuição dos pulsos femorais e disfunção erétil (impotência sexual).
A causa mais comum é a aterosclerose obstrutiva que afeta a bifurcação da aorta e/ou as artérias ilíacas comuns, levando à isquemia dos membros inferiores e da pelve.
A angiotomografia com reconstrução 3D é fundamental para visualizar a extensão da oclusão aortoilíaca, planejar a revascularização e avaliar a circulação colateral, confirmando o diagnóstico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo