UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2022
Paciente homem, 52 anos, vem à consulta referindo que tem apresentado dor intensa em regiões glúteas quando caminha há, aproximadamente, 3 meses. Refere que a dor cede quando permanece em repouso e torna a aparecer quando caminha mais um pouco. Queixou-se ainda de disfunção erétil persistente com pouca melhora, mesmo com uso de sildenafila. Ao exame físico, é digna de nota a redução da amplitude dos pulsos femorais, poplíteos e tibiais posteriores bilateralmente. Considerando a hipótese diagnóstica para o caso, assinale a alternativa que apresenta a causa frequente desse quadro clínico.
Claudicação glútea + disfunção erétil + pulsos femorais ↓ → Síndrome de Leriche (obstrução aortoilíaca).
A tríade clássica da Síndrome de Leriche inclui claudicação intermitente em glúteos e coxas, disfunção erétil e ausência ou diminuição dos pulsos femorais. Essa síndrome é causada pela oclusão aterosclerótica do segmento aortoilíaco, afetando o fluxo sanguíneo para os membros inferiores e a pelve.
A Síndrome de Leriche representa uma forma grave de doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), especificamente a oclusão aterosclerótica do segmento aortoilíaco. É fundamental para o residente reconhecer a tríade clássica de claudicação intermitente alta (glútea e coxa), disfunção erétil e ausência ou diminuição dos pulsos femorais. A fisiopatologia envolve a redução do fluxo sanguíneo para os músculos dos glúteos e coxas durante o exercício, causando a claudicação, e para as artérias pudendas internas, resultando em disfunção erétil. O exame físico é crucial para a suspeita diagnóstica, com a palpação dos pulsos arteriais. O tratamento pode variar desde medidas conservadoras, como modificação do estilo de vida e medicamentos, até intervenções cirúrgicas ou endovasculares para restaurar o fluxo sanguíneo. O reconhecimento precoce é vital para prevenir a progressão da isquemia e melhorar a qualidade de vida do paciente.
A Síndrome de Leriche é caracterizada pela tríade de claudicação intermitente em glúteos, coxas e panturrilhas, disfunção erétil em homens e ausência ou diminuição dos pulsos femorais e distais.
A causa mais comum é a aterosclerose, que leva à oclusão progressiva do segmento aortoilíaco, comprometendo o fluxo sanguíneo para as artérias ilíacas comuns e externas.
O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico com avaliação dos pulsos e confirmado por exames de imagem como ultrassonografia Doppler, angiotomografia ou angiorressonância, que demonstram a obstrução aortoilíaca.
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