Síndrome de Lennox-Gastaut: Tratamento e Erros Comuns

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Em relação às crises epilépticas do tipo Lennox- Gastaut é ERRADO afirmar:

Alternativas

  1. A) A primeira droga de escolha para o tratamento é a carbamazepina
  2. B) As crises epilépticas geralmente são múltiplas e de difícil controle
  3. C) É causa de retardo mental
  4. D) Geralmente acometem crianças acima de um ano de idade

Pérola Clínica

Lennox-Gastaut: Epilepsia grave infantil com crises múltiplas e retardo mental. Carbamazepina é CONTRAINDICADA.

Resumo-Chave

A Síndrome de Lennox-Gastaut é uma encefalopatia epiléptica grave da infância, caracterizada por múltiplos tipos de crises, retardo mental e padrão de EEG específico. A carbamazepina é ineficaz e pode agravar as crises atônicas e de ausência atípicas, sendo contraindicada.

Contexto Educacional

A Síndrome de Lennox-Gastaut (SLG) é uma encefalopatia epiléptica grave e refratária que se manifesta na infância, geralmente entre 1 e 7 anos de idade. É uma das epilepsias mais desafiadoras de tratar, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. A SLG é caracterizada por uma tríade clássica: múltiplos tipos de crises epilépticas (especialmente tônicas axiais, atônicas e ausências atípicas), retardo do desenvolvimento neuropsicomotor e um padrão eletroencefalográfico (EEG) de ponta-onda lenta generalizada. O diagnóstico da SLG é clínico e eletroencefalográfico, sendo crucial a identificação precoce para iniciar um manejo adequado. A fisiopatologia envolve disfunções em redes cerebrais amplas, e a etiologia pode ser variada, incluindo lesões cerebrais pré-existentes, malformações do desenvolvimento cortical ou causas genéticas. A presença de retardo mental é uma característica proeminente e progressiva, tornando o prognóstico funcional reservado. O tratamento da SLG é complexo e visa o controle das crises e a melhora da qualidade de vida. As drogas antiepilépticas de primeira escolha incluem valproato, lamotrigina, topiramato, rufinamida e clobazam. É fundamental evitar medicamentos que possam agravar as crises, como a carbamazepina, que pode piorar as crises atônicas e de ausência. Além da farmacoterapia, outras opções como a dieta cetogênica, estimulação do nervo vago e, em casos selecionados, cirurgia de epilepsia podem ser consideradas. O manejo multidisciplinar é essencial para abordar as diversas necessidades do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas da Síndrome de Lennox-Gastaut?

A Síndrome de Lennox-Gastaut é caracterizada por múltiplos tipos de crises epilépticas (tônicas, atônicas, ausências atípicas), retardo mental e um padrão de eletroencefalograma (EEG) de ponta-onda lenta generalizada (< 2,5 Hz).

Qual a primeira linha de tratamento para a Síndrome de Lennox-Gastaut?

As opções de primeira linha para o tratamento da Síndrome de Lennox-Gastaut incluem valproato, lamotrigina, topiramato, rufinamida e clobazam. O tratamento é complexo e muitas vezes requer politerapia.

Por que a carbamazepina é contraindicada na Síndrome de Lennox-Gastaut?

A carbamazepina é contraindicada porque pode agravar as crises atônicas e de ausência atípicas, que são tipos de crises comuns na Síndrome de Lennox-Gastaut, piorando o quadro clínico do paciente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo