FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Ainda sobre os critérios clínicos da Síndrome de Lennox-Gataut, qual é seu padrão eletrográfico característico?
Lennox-Gastaut = Tríade (múltiplas crises + atraso DNPM + EEG <2,5Hz).
A Síndrome de Lennox-Gastaut é uma encefalopatia epiléptica grave definida por crises polimorfas e um padrão eletrográfico de ponta-onda lenta interictal e atividade rápida no sono.
A Síndrome de Lennox-Gastaut (SLG) é uma das encefalopatias epilépticas mais desafiadoras da infância, surgindo geralmente entre os 3 e 5 anos de idade. Pode ser idiopática ou secundária a lesões cerebrais prévias (como asfixia neonatal ou esclerose tuberosa). Muitas vezes, evolui a partir da Síndrome de West. O prognóstico é reservado, com alta taxa de refratariedade aos fármacos antiepilépticos tradicionais. O tratamento geralmente requer politerapia (Valproato, Lamotrigina, Topiramato, Rufinamida ou Canabidiol) e, em casos selecionados, dieta cetogênica ou procedimentos cirúrgicos como a calosotomia para reduzir crises de queda (drop attacks).
A síndrome é definida pela tríade: 1) Múltiplos tipos de crises epilépticas (especialmente tônicas, atônicas e ausências atípicas); 2) Comprometimento cognitivo ou atraso no desenvolvimento neuropsicomotor; 3) Padrão de EEG característico com complexos ponta-onda lenta generalizados.
O achado interictal clássico são os complexos de ponta-onda lenta (slow spike-wave) com frequência entre 1,5 e 2,5 Hz, geralmente generalizados e com predomínio frontal. Isso diferencia a SLG de outras epilepsias onde a frequência das pontas é mais rápida.
A GPFA consiste em surtos de atividade rítmica rápida (10-20 Hz), frequentemente observados durante o sono não-REM. É considerada um marcador eletrográfico altamente específico para a Síndrome de Lennox-Gastaut e está frequentemente associada a crises tônicas subclínicas.
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