Síndrome de Lemierre: Diagnóstico da Tromboflebite Jugular

Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024

Enunciado

Sobre a presença da tromboflebite de veia jugular na Síndrome de Lemierre, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) O acometimento da veia jugular externa por tromboflebite é frequente.
  2. B) O Duplex Scan pode demonstrar a presença da trombose e extensão do trombo, além de demonstrar excelente sensibilidade em área clavicular profunda e abaixo da mandíbula.
  3. C) A tomografia computadorizada com contraste da região cervical é uma ferramenta diagnostica de grande valia e de primeira escolha, pois diagnostica trombose vascular da veia jugular interna e potenciais complicações por êmbolos sépticos.
  4. D) É rara disseminação hematogênica a partir da veia jugular interna.

Pérola Clínica

Síndrome de Lemierre → TC cervical com contraste é primeira escolha para tromboflebite jugular e êmbolos sépticos.

Resumo-Chave

A Síndrome de Lemierre é uma infecção orofaríngea grave que evolui para tromboflebite séptica da veia jugular interna, frequentemente causada por Fusobacterium necrophorum, com risco de embolia séptica. A TC cervical com contraste é o método diagnóstico de escolha por sua alta sensibilidade para detectar a trombose e as complicações sistêmicas.

Contexto Educacional

A Síndrome de Lemierre é uma condição rara, mas potencialmente fatal, caracterizada por uma infecção orofaríngea primária que se dissemina para o espaço parafaríngeo, resultando em tromboflebite séptica da veia jugular interna. O agente etiológico mais comum é o Fusobacterium necrophorum. A doença é notável pela sua capacidade de causar embolia séptica para os pulmões e outros órgãos, levando a abscessos metastáticos e sepse grave. O diagnóstico precoce é crucial devido à alta morbimortalidade associada. A tomografia computadorizada (TC) com contraste da região cervical é considerada a ferramenta diagnóstica de primeira escolha. Ela permite visualizar diretamente a trombose na veia jugular interna, avaliar a extensão da infecção nos tecidos moles cervicais e identificar potenciais complicações, como abscessos parafaríngeos ou embolia séptica pulmonar (se estendida ao tórax). Para residentes, é fundamental estar ciente da Síndrome de Lemierre em pacientes jovens com infecção orofaríngea persistente, febre alta e dor cervical, especialmente se houver evidência de embolia pulmonar. O tratamento envolve antibioticoterapia prolongada e, em alguns casos, anticoagulação. A compreensão da fisiopatologia e a escolha do método diagnóstico adequado são essenciais para um manejo eficaz e para melhorar o prognóstico desses pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual é o agente etiológico mais comum da Síndrome de Lemierre?

O agente etiológico mais comum da Síndrome de Lemierre é o Fusobacterium necrophorum, uma bactéria anaeróbia gram-negativa que geralmente coloniza a orofaringe e pode causar infecções graves.

Quais são as manifestações clínicas típicas da Síndrome de Lemierre?

A síndrome geralmente começa com uma infecção orofaríngea (faringite, amigdalite), seguida por febre alta, dor cervical, calafrios, e sinais de tromboflebite da veia jugular interna, como dor e inchaço no pescoço. Complicações incluem embolia séptica pulmonar e abscessos em outros órgãos.

Por que o Duplex Scan não é a primeira escolha para o diagnóstico da tromboflebite jugular na Síndrome de Lemierre?

Embora o Duplex Scan possa detectar trombose, sua sensibilidade é limitada em áreas profundas ou de difícil acesso, como abaixo da mandíbula ou na região clavicular. A TC com contraste oferece uma visão mais abrangente e detalhada da trombose e das estruturas adjacentes, incluindo a detecção de abscessos e êmbolos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo