Lactente Chiador: Papel da Radiografia de Tórax

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026

Enunciado

Lactente, sexo masculino, com 10 meses, é levado ao pronto-socorro por apresentar cansaço e sibilância há uma semana. Não há histórico de febre, mas o bebê apresenta chiado frequente nos últimos meses e recusa alimentar-se. A mãe relata que os episódios pioram durante a noite e são frequentemente desencadeados por infecções respiratórias. O exame físico revela taquipneia moderada, sem utilização de musculatura acessória e expansão pulmonar simétrica. O médico considera a possibilidade de síndrome do lactente chiador e solicita exames complementares. Com base nesse caso, assinale a alternativa correta no que se refere ao papel da radiografia de tórax na síndrome do lactente chiador:

Alternativas

  1. A) A radiografia de tórax deve ser realizada rotineiramente durante as crises de sibilância, para monitorar a resposta ao tratamento e identificar possíveis complicações.
  2. B) A presença de hiperinsuflação pulmonar e infiltrados reticulogranulosos na radiografia de tórax é característica para o diagnóstico da bronquiolite viral aguda, principal causa da síndrome do lactente chiador.
  3. C) A radiografia de tórax é útil para diferenciar a asma de outras causas de sibilância, como a aspiração de corpo estranho e a malformação congênita das vias aéreas.
  4. D) A radiografia de tórax normal exclui o diagnóstico de asma, sendo indicativa de outras causas de sibilância, como refluxo gastroesofágico ou infecções respiratórias.
  5. E) A radiografia de tórax é essencial para o diagnóstico da síndrome do lactente chiador, sendo necessária em todos os casos para confirmar o diagnóstico.

Pérola Clínica

Rx tórax no lactente chiador → Excluir diagnósticos diferenciais (corpo estranho/malformações), não rotina.

Resumo-Chave

A radiografia de tórax não é indicada rotineiramente em todas as crises de sibilância, mas é fundamental para investigar causas secundárias ou complicações em quadros atípicos ou refratários.

Contexto Educacional

A síndrome do lactente chiador é definida por episódios recorrentes de sibilância em crianças menores de 2 anos. A fisiopatologia envolve fatores genéticos, exposição ambiental e o calibre reduzido das vias aéreas. O manejo inicial foca no controle de sintomas e identificação de fenótipos. A radiografia de tórax atua como ferramenta de exclusão. Achados como hiperinsuflação e atelectasias são comuns, mas inespecíficos. O médico deve estar atento a sinais de alerta (red flags) como estridor, disfagia ou déficit de crescimento, que exigem investigação por imagem e endoscopia respiratória para descartar anomalias anatômicas ou aspiração de corpo estranho.

Perguntas Frequentes

Quando solicitar Rx de tórax no lactente chiador?

A radiografia de tórax está indicada na primeira crise de sibilância para excluir malformações, em casos de sibilância persistente ou refratária ao tratamento, quando há suspeita de aspiração de corpo estranho ou sinais de gravidade/complicações como pneumonia ou pneumotórax. Não deve ser um exame de rotina em crises leves e recorrentes sugestivas de asma.

Quais os principais diferenciais radiológicos?

No Rx, a aspiração de corpo estranho pode mostrar hiperinsuflação localizada ou desvio de mediastino. Malformações como cistos broncogênicos ou anéis vasculares podem causar compressão extrínseca. A asma e a bronquiolite costumam apresentar apenas sinais de hiperinsuflação generalizada e retificação diafragmática.

O Rx normal exclui asma no lactente?

Não. O diagnóstico de asma ou síndrome do lactente chiador é predominantemente clínico. Um Rx normal apenas ajuda a afastar causas estruturais ou complicações agudas, mas a ausência de achados radiológicos é comum em pacientes asmáticos fora de crises graves.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo