Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Lactente, sexo masculino, com 10 meses, é levado ao pronto-socorro por apresentar cansaço e sibilância há uma semana. Não há histórico de febre, mas o bebê apresenta chiado frequente nos últimos meses e recusa alimentar-se. A mãe relata que os episódios pioram durante a noite e são frequentemente desencadeados por infecções respiratórias. O exame físico revela taquipneia moderada, sem utilização de musculatura acessória e expansão pulmonar simétrica. O médico considera a possibilidade de síndrome do lactente chiador e solicita exames complementares. Com base nesse caso, assinale a alternativa correta no que se refere ao papel da radiografia de tórax na síndrome do lactente chiador:
Rx tórax no lactente chiador → Excluir diagnósticos diferenciais (corpo estranho/malformações), não rotina.
A radiografia de tórax não é indicada rotineiramente em todas as crises de sibilância, mas é fundamental para investigar causas secundárias ou complicações em quadros atípicos ou refratários.
A síndrome do lactente chiador é definida por episódios recorrentes de sibilância em crianças menores de 2 anos. A fisiopatologia envolve fatores genéticos, exposição ambiental e o calibre reduzido das vias aéreas. O manejo inicial foca no controle de sintomas e identificação de fenótipos. A radiografia de tórax atua como ferramenta de exclusão. Achados como hiperinsuflação e atelectasias são comuns, mas inespecíficos. O médico deve estar atento a sinais de alerta (red flags) como estridor, disfagia ou déficit de crescimento, que exigem investigação por imagem e endoscopia respiratória para descartar anomalias anatômicas ou aspiração de corpo estranho.
A radiografia de tórax está indicada na primeira crise de sibilância para excluir malformações, em casos de sibilância persistente ou refratária ao tratamento, quando há suspeita de aspiração de corpo estranho ou sinais de gravidade/complicações como pneumonia ou pneumotórax. Não deve ser um exame de rotina em crises leves e recorrentes sugestivas de asma.
No Rx, a aspiração de corpo estranho pode mostrar hiperinsuflação localizada ou desvio de mediastino. Malformações como cistos broncogênicos ou anéis vasculares podem causar compressão extrínseca. A asma e a bronquiolite costumam apresentar apenas sinais de hiperinsuflação generalizada e retificação diafragmática.
Não. O diagnóstico de asma ou síndrome do lactente chiador é predominantemente clínico. Um Rx normal apenas ajuda a afastar causas estruturais ou complicações agudas, mas a ausência de achados radiológicos é comum em pacientes asmáticos fora de crises graves.
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