CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Com relação à ocorrência de edema macular cistoide após facoemulsificação, assinale a alternativa correta:
Irvine-Gass (EMC pós-faco) → Pico de incidência ocorre entre 6 e 10 semanas após a cirurgia.
O edema macular cistoide pseudofácico é a causa mais comum de perda visual inesperada após cirurgia de catarata, com pico clínico no segundo mês pós-op.
O edema macular cistoide (EMC) pseudofácico, ou Síndrome de Irvine-Gass, resulta da quebra da barreira hematorretiniana mediada por prostaglandinas e outros fatores inflamatórios liberados durante a cirurgia de catarata. O diagnóstico padrão-ouro atual é a Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que revela espaços císticos hiporreflexivos na camada plexiforme externa e nuclear interna. Embora o pico de incidência ocorra entre a 6ª e 10ª semana, o manejo preventivo com anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) tópicos é amplamente utilizado, especialmente em pacientes de alto risco, como diabéticos ou aqueles com histórico de uveíte. O prognóstico geralmente é bom, com a maioria dos pacientes recuperando a visão após tratamento com corticoides e AINES.
A facoemulsificação, por ser uma técnica menos invasiva, com incisões menores e menor manipulação tecidual, apresenta uma incidência significativamente menor de edema macular cistoide clínico em comparação à extração extracapsular da catarata (EECC). A EECC gera uma resposta inflamatória mais robusta e maior liberação de prostaglandinas, que são mediadores cruciais na quebra da barreira hematorretiniana.
Não. A maioria dos casos de edema macular cistoide após cirurgia de catarata é subclínica, detectada apenas por exames de imagem como o OCT ou angiografia fluoresceínica, sem que o paciente apresente queixas visuais significativas. A resolução espontânea ocorre na maioria desses casos subclínicos sem necessidade de tratamento agressivo.
A rotura de cápsula posterior, especialmente quando acompanhada de perda vítrea, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da Síndrome de Irvine-Gass. A tração vítrea sobre a mácula e a maior liberação de mediadores inflamatórios para o segmento posterior facilitam a permeabilidade vascular e a formação de cistos maculares.
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