Síndrome da Íris em Platô: Diagnóstico e Iridoplastia

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

Paciente apresenta, iridotomia patente, pressão intraocular de 25mmHg, neuropatia óptica glaucomatoso e campimetria com lesão típica de glaucoma. Além disso, apresenta os seguintes achados na UBM e gonioscopia. Qual a melhor conduta para este paciente?

Alternativas

  1. A) Goniotomia.
  2. B) Trabeculotomia.
  3. C) Iridoplastia.
  4. D) Trabeculoplastia.

Pérola Clínica

Ângulo fechado + Iridotomia patente + UBM com processos ciliares anteriores → Iridoplastia.

Resumo-Chave

A iridoplastia periférica a laser é o tratamento de escolha para a Síndrome da Íris em Platô, onde o fechamento angular persiste mesmo após uma iridotomia patente.

Contexto Educacional

O glaucoma de ângulo fechado possui múltiplos mecanismos. O bloqueio pupilar é o mais comum, mas a Síndrome da Íris em Platô é uma variante crucial que deve ser reconhecida, especialmente em pacientes jovens e hipermétropes. O diagnóstico clínico é sugerido pela gonioscopia dinâmica, mas a UBM tornou-se o padrão-ouro para visualizar a relação entre o corpo ciliar e a íris. O manejo clínico envolve o controle da pressão intraocular, mas a intervenção estrutural é necessária para prevenir danos permanentes ao trabeculado (sinequias). A iridoplastia é um procedimento ambulatorial seguro e eficaz para 'remodelar' o ângulo. O reconhecimento precoce evita falhas terapêuticas onde o médico tenta tratar um ângulo fechado persistente apenas com colírios ou repetindo iridotomias desnecessárias.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome da Íris em Platô?

A Síndrome da Íris em Platô é uma causa de glaucoma de ângulo fechado que não depende de bloqueio pupilar. Ela é causada por uma posição anteriorizada dos processos ciliares, que sustentam a periferia da íris contra o trabeculado. Na gonioscopia, observa-se um ângulo estreito e, à manobra de indentação, nota-se o 'sinal do degrau' ou 'dupla corcova'. A confirmação definitiva é feita pela UBM (Biomicroscopia Ultrassônica), que mostra a ausência de sulco ciliar e o contato íris-trabeculado persistente.

Como funciona a iridoplastia periférica a laser?

A iridoplastia periférica a laser (ALPI) utiliza disparos de laser de argônio de baixa energia, longa duração e grande spot na periferia extrema da íris. O objetivo é causar uma contração térmica do estroma iridiano, 'puxando' a íris para longe do ângulo e abrindo o espaço trabecular. É o tratamento definitivo para a configuração de platô, pois altera mecanicamente a posição da periferia da íris que estava obstruindo a drenagem do humor aquoso.

Por que a iridotomia não resolve este caso?

A iridotomia YAG laser resolve apenas o componente de bloqueio pupilar (diferença de pressão entre a câmara posterior e anterior). Na Síndrome da Íris em Platô, o fechamento do ângulo é anatômico e periférico, causado pelo posicionamento dos processos ciliares. Como a iridotomia está patente e o ângulo continua fechado (ou fecha sob certas condições), fica claro que o mecanismo fisiopatológico é independente do bloqueio pupilar, exigindo a iridoplastia.

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