Síndrome da Íris em Plateau: Diagnóstico e Conduta

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

O paciente da foto abaixo apresenta crises recorrentes de aumento de pressão intraocular (acima de 40 mmHg), prevenidas com o uso de pilocarpina. As crises já ocorreram em ambos os olhos. Qual o diagnóstico provável?

Alternativas

  1. A) Ceratouveíte herpética
  2. B) Síndrome iridocorneoendotelial
  3. C) Síndrome da íris em plateau
  4. D) Glaucoma pseudoesfoliativo

Pérola Clínica

Íris em plateau: crises de glaucoma com câmara anterior central profunda + resposta à pilocarpina.

Resumo-Chave

A síndrome da íris em plateau decorre da inserção anterior dos processos ciliares, empurrando a periferia da íris contra o trabéculo, independente de bloqueio pupilar.

Contexto Educacional

A síndrome da íris em plateau é uma causa importante de glaucoma de ângulo fechado primário, frequentemente diagnosticada em pacientes mais jovens e menos hipermétropes do que aqueles com bloqueio pupilar clássico. O diagnóstico definitivo geralmente requer gonioscopia dinâmica ou biomicroscopia ultrassônica (UBM) para visualizar a posição dos processos ciliares. Clinicamente, o paciente pode apresentar crises recorrentes de dor ocular e visão turva associadas a picos pressóricos. O tratamento envolve o uso crônico de mióticos como a pilocarpina ou, em casos selecionados, a iridoplastia periférica a laser para retrair a base da íris e abrir o ângulo.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a síndrome da íris em plateau?

É uma condição anatômica onde a câmara anterior central tem profundidade normal, mas a periferia da íris é empurrada para frente devido a processos ciliares posicionados anteriormente. Isso causa o fechamento do ângulo iridocorneano, resultando em picos de pressão intraocular, especialmente sob midríase, mesmo após iridotomia patente.

Por que a pilocarpina é eficaz nesse caso?

A pilocarpina é um miótico que induz a contração do esfíncter da íris, esticando o tecido iridiano e retirando-o da proximidade do ângulo trabecular. Isso previne o contato iridocorneano e facilita a drenagem do humor aquoso, controlando a pressão intraocular.

Como diferenciar de glaucoma por bloqueio pupilar?

No bloqueio pupilar, a câmara anterior é globalmente rasa e há um abaulamento anterior da íris (íris bombê). Na íris em plateau, a câmara central é profunda e a periferia da íris apresenta uma configuração plana ou em 'degrau' na gonioscopia, sem melhora total após iridotomia.

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