UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Joana, 35 anos tem cólica abdominal crônica, diarreia e constipação intermitentes, sem perda de peso e sem sangramento gastrintestinal. A dor geralmente melhora com a evacuação. A colonoscopia e a endoscopia alta têm biópsias normais e as coproculturas são negativas. Assinale a alternativa CORRETA, quanto ao diagnóstico cabível para o paciente.
SII = dor abdominal crônica que melhora com evacuação + alteração hábito intestinal + ausência sinais de alarme.
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um distúrbio funcional gastrointestinal caracterizado por dor abdominal crônica associada a alterações do hábito intestinal, na ausência de achados estruturais ou bioquímicos que justifiquem os sintomas. A melhora da dor com a evacuação é um critério diagnóstico chave.
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um distúrbio funcional gastrointestinal crônico e recorrente, caracterizado por dor abdominal associada a alterações do hábito intestinal, como diarreia, constipação ou um padrão misto. É uma das condições gastrointestinais mais comuns, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A fisiopatologia é complexa e envolve fatores como dismotilidade intestinal, hipersensibilidade visceral, alterações da microbiota intestinal e disfunção do eixo cérebro-intestino. O diagnóstico da SII é clínico e baseia-se nos Critérios de Roma IV, que exigem dor abdominal recorrente pelo menos um dia por semana nos últimos três meses, associada a dois ou mais dos seguintes: relacionada à defecação, associada a uma mudança na frequência das fezes ou associada a uma mudança na forma das fezes. É crucial que o diagnóstico seja feito após a exclusão de outras doenças orgânicas que possam mimetizar os sintomas, especialmente na ausência de "sinais de alarme" como perda de peso, sangramento retal, anemia ou início tardio dos sintomas. O manejo da SII é multifacetado e individualizado, focando no alívio dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida. Inclui modificações dietéticas (como dieta FODMAP), manejo do estresse, exercícios físicos e farmacoterapia (antiespasmódicos, laxantes, antidiarreicos, antidepressivos). O prognóstico é geralmente bom em termos de mortalidade, mas a cronicidade e a recorrência dos sintomas podem ser desafiadoras para pacientes e médicos.
O diagnóstico da SII é baseado nos Critérios de Roma IV, que incluem dor abdominal recorrente (pelo menos 1 dia/semana nos últimos 3 meses) associada a 2 ou mais dos seguintes: relacionada à defecação, associada a alteração na frequência das fezes, ou associada a alteração na forma das fezes.
Sinais de alarme incluem perda de peso inexplicada, sangramento gastrointestinal, anemia, febre, início dos sintomas após os 50 anos, história familiar de câncer colorretal ou doença inflamatória intestinal, e dor abdominal noturna. A presença desses sinais exige investigação orgânica.
A SII é um diagnóstico de exclusão. É diferenciada de doenças como Crohn, colite ulcerativa, pancreatite crônica e colite infecciosa pela ausência de alterações inflamatórias, estruturais ou infecciosas em exames laboratoriais, endoscópicos e de imagem, e pela presença dos critérios de Roma IV.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo