UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Sobre doenças gastrointestinais funcionais, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: ( ) Síndrome do intestino irritável e dispepsia funcional são caracterizadas por sintomas recorrentes e crônicos de dor e desconforto em abdome inferior e epigástrio, respectivamente. ( ) Doenças funcionais gastrointestinais apresentam certas características em comum, como uma maior prevalência em homens, maior sensibilidade ao estresse, menor percepção aos sinais viscerais e frequente coexistência de doenças psiquiátricas e dor crônica. ( ) Hipersensibilidade visceral, resposta aumentada ao estresse, hipervigilância aos sintomas corporais e ansiedade relacionada aos sintomas parecem ter um papel importante nas doenças funcionais, embora sua fisiopatogenia não esteja completamente entendida. ( ) Os critérios diagnósticos para síndrome do intestino irritável, de acordo com o consenso de Roma IV, são dor abdominal recorrente (no mínimo 1 vez por semana, nos últimos 3 meses) com sintomas por, no mínimo, 6 meses, e associada com 2 ou mais dos seguintes sintomas: dor relacionada à evacuação, dor associada à mudança na frequência e/ou no formato das fezes, perda de peso não intencional, anemia.
SII e Dispepsia Funcional = dor abdominal recorrente (abdome inferior e epigástrio, respectivamente).
As doenças gastrointestinais funcionais, como a Síndrome do Intestino Irritável (SII) e a Dispepsia Funcional, são caracterizadas por sintomas crônicos e recorrentes de dor e desconforto abdominal, sem uma causa orgânica identificável, e sua fisiopatogenia envolve múltiplos fatores como hipersensibilidade visceral e resposta ao estresse.
As doenças gastrointestinais funcionais (DGIFs) são um grupo de condições crônicas caracterizadas por sintomas gastrointestinais recorrentes, sem evidência de anormalidades estruturais ou bioquímicas que os justifiquem. As mais conhecidas são a Síndrome do Intestino Irritável (SII) e a Dispepsia Funcional. A SII manifesta-se com dor abdominal recorrente no abdome inferior, associada a alterações do hábito intestinal (diarreia, constipação ou misto), enquanto a Dispepsia Funcional envolve dor ou desconforto na região epigástrica. A fisiopatogenia das DGIFs é complexa e multifatorial, envolvendo a interação entre o eixo cérebro-intestino, hipersensibilidade visceral, disfunção da motilidade gastrointestinal, alterações na microbiota intestinal e inflamação de baixo grau. Pacientes com DGIFs frequentemente apresentam maior sensibilidade ao estresse, hipervigilância aos sintomas corporais e uma alta prevalência de comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e depressão. É importante notar que, ao contrário do que a questão sugere, as DGIFs são mais prevalentes em mulheres. O diagnóstico das DGIFs é clínico, baseado nos Critérios de Roma IV, que são rigorosos e visam padronizar a pesquisa e a prática clínica. É crucial excluir doenças orgânicas por meio de exames complementares, especialmente na presença de sinais de alarme (perda de peso não intencional, anemia, sangramento gastrointestinal, início súbito em idade avançada). O tratamento é individualizado e pode incluir modificações dietéticas, probióticos, fármacos que modulam a motilidade ou a sensibilidade visceral, e terapias psicológicas.
A SII é caracterizada por dor abdominal recorrente no abdome inferior, associada a alterações do hábito intestinal. A Dispepsia Funcional envolve dor ou desconforto no epigástrio, sem causa orgânica. Ambas são doenças funcionais crônicas.
Os critérios de Roma IV para SII incluem dor abdominal recorrente (pelo menos 1 vez por semana nos últimos 3 meses, com início há pelo menos 6 meses) associada a 2 ou mais dos seguintes: relação com a evacuação, mudança na frequência das fezes e/ou mudança na forma das fezes.
A fisiopatogenia é multifatorial, envolvendo hipersensibilidade visceral, disfunção da motilidade gastrointestinal, alterações na microbiota intestinal, inflamação de baixo grau, e uma forte interação eixo cérebro-intestino, com maior sensibilidade ao estresse e coexistência de transtornos psiquiátricos.
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