IRIS em HIV/TB: Reconhecimento e Manejo com Corticosteroides

Faculdade de Medicina Nova Esperança — Prova 2024

Enunciado

Paciente, 56 anos, encaminhado à emergência do Hospital Nova Esperança, com quadro de febre de 39,1°C, astenia, tosse produtiva, dispneia aos mínimos esforços e surgimento, há 4 dias, de extensa linfadenite cervical; tem histórico de tuberculose ganglionar, em tratamento há 45 dias com RIPE, e sem melhora. No primeiro atendimento, o paciente apresentou supuração, lesão de tumoração ulcerada em região cervical esquerda, lesão com 5,5cm x 4,5cm, densa, aderida e tecido adiposo, com sinais flogísticos, drenando conteúdo purulento, associado à perda de peso (15kg). Nos exames, o HIV foi positivo. O tratamento foi iniciado com antirretroviral TDF + 3TC + DTG e profilaxia para pneumocistose e micobacterium atípica, apresentando CD4; 20 e carga viral 19535. Paciente evoluiu de forma desfavorável devido piora clínica. Qual a conduta mais indicada nesse caso?

Alternativas

  1. A) Suspender o ARV (antirretroviral) e iniciar prednisona na dose de 40 mg/dia; com melhora clínica e melhora laboratorial subsequentes, reiniciar os antirretrovirais.
  2. B) Suspender esquema RIPE, dosar 25 OH vitamina D, cálcio e enzima conversora de angiotensinogênio; realizar prova terapêutica com prednisona 40mg/dia para sarcoidose.
  3. C) Suspender esquema RIPE, biopsiar linfonodo e solicitar imuno-histoquímica para pesquisa de MUM1/IRF4 e confirmar linfoma.
  4. D) Suspender o esquema RIPE por possível resistência microbiana, nova biopsia para cultura e antibiograma.
  5. E) Suspender esquema RIPE, biópsia de linfonodo para análise microscópica e cultura para fungos.

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