SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
A apresentação clínica da COVID-19 na faixa pediátrica, em sua maioria, é de sintomas mais brandos que em adultos, com muitos casos de crianças com infecção assintomática. Têm sido relatadas séries de casos graves de crianças ou adolescentes, previamente hígidos, que apresentam uma síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P). Sobre essa apresentação na faixa etária infanto-juvenil, é FALSO afirmar que
SIM-P pós-COVID-19 não evolui para choque e UTI em TODOS os casos; espectro clínico variável.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) é uma condição grave pós-COVID-19, mas seu espectro clínico é variável. Nem todos os pacientes evoluem para insuficiência circulatória e necessidade de UTI, o que torna a alternativa A falsa.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) é uma condição rara, mas grave, que se manifesta em crianças e adolescentes semanas após a infecção por SARS-CoV-2, mesmo em casos assintomáticos ou leves de COVID-19. Caracteriza-se por uma resposta inflamatória exacerbada que afeta múltiplos órgãos e sistemas, exigindo alta suspeição diagnóstica. A fisiopatologia da SIM-P é complexa e envolve uma resposta imune desregulada pós-viral, levando a vasculite e disfunção orgânica. O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos (febre persistente, sintomas gastrointestinais, exantema, conjuntivite, sinais de choque) e laboratoriais (marcadores inflamatórios elevados, disfunção cardíaca). É crucial diferenciar de outras condições febris e inflamatórias. O manejo da SIM-P é multidisciplinar e frequentemente requer internação hospitalar, muitas vezes em UTI. O tratamento inclui imunomoduladores como imunoglobulina endovenosa (IGEV) e corticosteroides, além de suporte hemodinâmico e manejo de complicações específicas, como aneurismas coronarianos. O reconhecimento precoce e a intervenção agressiva são fundamentais para melhorar o prognóstico.
Os critérios incluem febre persistente, evidência de inflamação (PCR, VHS elevados), disfunção de múltiplos órgãos, evidência de infecção por SARS-CoV-2 (ou exposição) e exclusão de outras causas.
O tratamento inicial geralmente envolve imunoglobulina endovenosa (IGEV) na dose de 1-2 g/kg, associada a corticosteroides em casos mais graves ou refratários, além de suporte hemodinâmico.
A SIM-P compartilha características com a doença de Kawasaki, como febre e inflamação multissistêmica, mas tende a afetar crianças mais velhas, apresentar maior comprometimento cardíaco e gastrointestinal, e frequentemente evoluir para choque.
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