HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Desde abril de 2020 foram relatados casos de uma síndrome rara grave em crianças e adolescentes, temporalmente associada à COVID 19 - Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) ou MISC, que ocorre em dias a semanas, após a infecção aguda. No Brasil a SIM-P é de notificação compulsória e seu diagnóstico é definido pelos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, como base nos dados da Organização Mundial de Saúde. Assinale a alternativa que apresenta o caso a ser notificado e os casos a serem hospitalizados:
SIM-P notificação: febre >38°C por >3 dias + conjuntivite não purulenta. SIM-P hospitalização: hipotensão/choque + marcadores inflamatórios ↑ + COVID-19.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) é uma condição grave pós-COVID-19 em crianças e adolescentes. A notificação e hospitalização são guiadas por critérios específicos do Ministério da Saúde, que incluem febre prolongada, manifestações inflamatórias multissistêmicas e evidência de infecção por SARS-CoV-2 ou exposição.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), também conhecida como MIS-C (Multisystem Inflammatory Syndrome in Children), é uma condição rara, mas grave, que afeta crianças e adolescentes semanas após a infecção por SARS-CoV-2. Caracteriza-se por uma resposta inflamatória desregulada que pode comprometer múltiplos órgãos e sistemas, assemelhando-se em alguns aspectos à doença de Kawasaki ou à síndrome do choque tóxico. É uma condição de notificação compulsória no Brasil, dada sua gravidade e a necessidade de vigilância epidemiológica. O diagnóstico da SIM-P baseia-se em critérios clínicos, laboratoriais e epidemiológicos. Os critérios de notificação geralmente incluem febre prolongada (superior a 38°C por mais de 3 dias) associada a sinais de inflamação multissistêmica, como conjuntivite não purulenta, rash cutâneo, sintomas gastrointestinais (dor abdominal, vômitos, diarreia), e evidência de infecção recente ou exposição à COVID-19. A hospitalização é indicada para casos com sinais de gravidade, como hipotensão arterial, choque, disfunção miocárdica, elevação acentuada de marcadores inflamatórios (PCR, D-dímero, troponina) e necessidade de suporte intensivo. O tratamento envolve imunomoduladores como imunoglobulina intravenosa (IVIG) e corticosteroides, além de suporte hemodinâmico e de órgãos, conforme a necessidade. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para melhorar o prognóstico.
A suspeita de SIM-P ocorre em crianças e adolescentes com febre persistente (geralmente >38°C por 3 ou mais dias), associada a manifestações de disfunção multissistêmica (ex: rash, conjuntivite, hipotensão, sintomas gastrointestinais) e evidência de infecção recente por SARS-CoV-2 ou exposição.
A SIM-P é grave devido ao potencial de acometimento de múltiplos órgãos, incluindo o coração, levando a choque e disfunção ventricular. É de notificação compulsória para monitorar sua incidência, características clínicas e desfechos, auxiliando na vigilância epidemiológica e na resposta à saúde pública.
Na SIM-P, marcadores inflamatórios como Proteína C Reativa (PCR), D-dímero, ferritina, troponina e pro-BNP estão frequentemente elevados, refletindo a intensa resposta inflamatória sistêmica e o potencial de dano miocárdico.
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