FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) temporalmente associada à covid-19 ocorre, em geral, 2 a 4 semanas após a infecção aguda por SARS-CoV-2, com incidência de 3 a 5 casos a cada 10.000 indivíduos menores de 21 anos. O quadro é potencialmente grave, requer hospitalização e pode ter desfecho fatal. Em relação às manifestações clínicas da SIM-P, assinale a alternativa CORRETA.
SIM-P pós-COVID-19: >50% dos pacientes desenvolvem disfunção cardíaca com repercussão hemodinâmica.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) é uma condição grave pós-COVID-19, caracterizada por inflamação sistêmica e disfunção de múltiplos órgãos. As manifestações cardíacas são proeminentes, com mais da metade dos pacientes apresentando alterações com impacto hemodinâmico, incluindo disfunção ventricular e choque, sendo uma das principais causas de morbimortalidade.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) é uma condição rara, mas potencialmente fatal, que surge semanas após a infecção por SARS-CoV-2 em crianças e adolescentes. Caracteriza-se por uma resposta inflamatória desregulada que afeta múltiplos sistemas orgânicos, assemelhando-se à doença de Kawasaki ou à síndrome do choque tóxico. A incidência é baixa, mas a gravidade do quadro exige reconhecimento e manejo rápidos. As manifestações clínicas da SIM-P são diversas e podem incluir febre persistente, sintomas gastrointestinais proeminentes (dor abdominal, diarreia, vômitos), rash cutâneo, conjuntivite e linfadenopatia. No entanto, as alterações cardíacas são as mais preocupantes e definem a gravidade da doença. Mais de 50% dos pacientes desenvolvem disfunção miocárdica, que pode levar a insuficiência cardíaca e choque, necessitando de suporte intensivo. Aneurismas coronarianos são complicações importantes a serem monitoradas a longo prazo. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com marcadores inflamatórios elevados (PCR, D-dímero, ferritina, troponina). O tratamento é baseado em imunomodulação, com imunoglobulina intravenosa (IVIG) e corticosteroides sendo as terapias de primeira linha. Em casos refratários, podem ser utilizados agentes biológicos como o tocilizumabe. O suporte hemodinâmico e a monitorização intensiva são cruciais para o manejo da disfunção de órgãos.
A SIM-P se manifesta com febre persistente, sintomas gastrointestinais (dor abdominal, diarreia, vômitos), rash cutâneo, conjuntivite, e, crucialmente, disfunção cardíaca, que pode incluir miocardite, pericardite, aneurismas coronarianos e choque.
Embora aneurismas coronarianos sejam uma preocupação a longo prazo, a disfunção miocárdica aguda com repercussão hemodinâmica, levando a choque e insuficiência cardíaca, é a alteração cardiovascular mais comumente observada e que mais contribui para a gravidade do quadro na fase aguda.
O manejo inicial envolve suporte hemodinâmico com fluidos e vasopressores, imunomodulação com imunoglobulina intravenosa (IVIG) e corticosteroides, além de monitoramento intensivo em unidade pediátrica. A anticoagulação pode ser considerada em casos selecionados.
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