SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
Sobre a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) potencialmente associada à "coronavirus disease 2019" (COVID-19) é FALSO afirmar:
SIM-P = inflamação sistêmica exuberante pós-COVID-19 → marcadores inflamatórios (PCR, VHS, ferritina) e cardíacos (troponina, NT-proBNP) ELEVADOS.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) é caracterizada por uma resposta inflamatória sistêmica exuberante pós-COVID-19. Portanto, as principais alterações laboratoriais incluem níveis MUITO ELEVADOS de marcadores inflamatórios (PCR, VHS, procalcitonina, ferritina) e marcadores de lesão miocárdica (troponina, NT-proBNP), e não baixos ou indetectáveis.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) é uma condição rara, mas grave, que emergiu como uma complicação pós-infecciosa da COVID-19 em crianças e adolescentes. Caracteriza-se por uma resposta inflamatória sistêmica desregulada, que pode afetar múltiplos órgãos e sistemas, incluindo o cardiovascular, gastrointestinal, dermatológico e neurológico. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir desfechos adversos. Laboratorialmente, a SIM-P é marcada por uma inflamação exuberante. Contrariando a afirmação falsa da questão, os pacientes com SIM-P tipicamente apresentam níveis MUITO ELEVADOS de provas de atividade inflamatória, como Proteína C-Reativa (PCR), Velocidade de Hemossedimentação (VHS), Procalcitonina e Ferritina. Além disso, marcadores de coagulopatia (D-dímero, tempo de protrombina e tempo de tromboplastina parcial ativado) e de função miocárdica (troponina, NT-proBNP) também estão frequentemente elevados, refletindo o comprometimento sistêmico e cardíaco. Para residentes, é fundamental estar atento aos critérios diagnósticos da SIM-P, que incluem febre persistente, evidência de inflamação, disfunção de múltiplos órgãos e evidência de infecção prévia ou atual por SARS-CoV-2. A diferenciação da SIM-P de outras condições febris e inflamatórias, como a Doença de Kawasaki, é um desafio clínico importante, e a interpretação correta dos exames laboratoriais é um pilar para o diagnóstico e a tomada de decisão terapêutica.
Na SIM-P, observa-se elevação significativa de marcadores como Proteína C-Reativa (PCR), Velocidade de Hemossedimentação (VHS), Procalcitonina, Ferritina e D-dímero, refletindo a intensa resposta inflamatória sistêmica.
Marcadores como Troponina e NT-proBNP são frequentemente elevados na SIM-P, indicando comprometimento miocárdico, que é uma característica comum e grave da síndrome, exigindo monitoramento e manejo cardiológico.
A SIM-P compartilha características com a Doença de Kawasaki, mas tende a afetar crianças mais velhas, apresentar marcadores inflamatórios mais exuberantes, maior comprometimento cardíaco e frequentemente está associada a choque e disfunção multissistêmica.
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