UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Recentemente, no final do mês de abril, a Sociedade de Pediatria do Reino Unido emitiu um alerta reportando a identificação de uma nova apresentação clínica em crianças e adolescentes, possivelmente associada com a COVID-19. Os pacientes apresentaram uma síndrome inflamatória multissistêmica, com manifestações clínicas e alterações dos exames complementares similares às observadas em crianças e adolescentes com síndrome de Kawasaki, Kawasaki incompleto e/ou síndrome do choque tóxico. São características dessa síndrome:
SIM-P (PIMS-TS) pós-COVID-19: febre persistente, inflamação multissistêmica, PCR SARS-CoV-2 negativo, mas anticorpos positivos.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à COVID-19 é uma condição pós-infecciosa. Por isso, a detecção de SARS-CoV-2 por RT-PCR pode ser negativa, sendo mais comum a presença de anticorpos, indicando infecção prévia.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), também conhecida como PIMS-TS (Paediatric Inflammatory Multisystem Syndrome Temporally associated with SARS-CoV-2), emergiu como uma complicação grave e rara da infecção por COVID-19 em crianças e adolescentes. Caracteriza-se por uma resposta inflamatória exacerbada que afeta múltiplos sistemas orgânicos, apresentando semelhanças com a doença de Kawasaki, Kawasaki incompleto e síndrome do choque tóxico. Sua importância clínica reside na potencial gravidade e necessidade de reconhecimento e tratamento rápidos. As características da SIM-P incluem febre persistente, evidência laboratorial de inflamação (elevação de PCR, VHS, procalcitonina) e envolvimento de pelo menos dois sistemas orgânicos (cardíaco, gastrointestinal, dermatológico, respiratório, neurológico, hematológico). É crucial notar que, por ser uma síndrome pós-infecciosa, a detecção do SARS-CoV-2 por RT-PCR pode ser negativa, sendo a presença de anticorpos (IgG) o principal indicador de infecção prévia. Manifestações respiratórias graves são menos comuns do que em casos agudos de COVID-19. O manejo da SIM-P exige uma abordagem multidisciplinar, com foco no suporte hemodinâmico, imunomodulação (imunoglobulina intravenosa e corticosteroides) e monitoramento de complicações, especialmente cardíacas. Para residentes, o conhecimento desta síndrome é vital para o diagnóstico diferencial em crianças com febre e inflamação sistêmica, garantindo uma intervenção precoce que pode salvar vidas e prevenir sequelas a longo prazo.
A SIM-P se manifesta com febre persistente, sinais de inflamação multissistêmica (como rash cutâneo, conjuntivite, linfadenopatia, dor abdominal, vômitos, diarreia) e disfunção de órgãos, mimetizando a doença de Kawasaki ou síndrome do choque tóxico.
O diagnóstico laboratorial da SIM-P inclui marcadores inflamatórios elevados (PCR, VHS, procalcitonina), disfunção orgânica (elevação de troponina, BNP, D-dímero) e evidência de infecção prévia por SARS-CoV-2, geralmente por meio de anticorpos IgG, já que o RT-PCR pode ser negativo.
A SIM-P compartilha muitas características com a doença de Kawasaki, mas tende a afetar crianças mais velhas, apresentar maior gravidade e disfunção miocárdica, e está diretamente associada à infecção por SARS-CoV-2, geralmente como uma complicação pós-infecciosa.
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