CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
Criança de 9 anos de idade é levada para avaliação médica devido quadro de febre alta e de difícil controle há 3 dias, inicialmente associada a dor abdominal, vômitos e exantema macular disseminado. Mãe relata aparecimento de vermelhidão em ambos os olhos há 2 dias. Exame físico: presença de linfonodo cervical com 2 cm de diâmetro à direita, móvel, indolor e fibroelástico. Eritema conjuntival bilateral, lábios avermelhados e com fissuras, exantema máculopapular disseminado, eritema palmar bilateral. Abdômen flácido, doloroso a palpação superficial e profunda, com descompressão brusca negativa. Antecedentes mórbidos pessoais: apresentou quadro gripal há 4 semanas, sem complicações. Relata contato com irmão mais velho com diagnóstico de COVID-19 na mesma época. Diante do quadro exposto, assinale a alternativa que contém a principal hipótese diagnóstica e seu tratamento inicial:
Criança com febre persistente, exantema, conjuntivite, linfonodomegalia, dor abdominal pós-COVID → SIM-P, tratar com IGIV.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), ou PIMS-TS, é uma condição grave pós-COVID-19 que mimetiza a Doença de Kawasaki, mas com maior acometimento multissistêmico e choque. O reconhecimento precoce e tratamento com imunoglobulina humana endovenosa (IGIV) e corticosteroides são cruciais para prevenir complicações cardíacas graves.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), também conhecida como PIMS-TS (Pediatric Inflammatory Multisystem Syndrome Temporally associated with SARS-CoV-2), é uma condição rara, mas grave, que afeta crianças e adolescentes semanas após a infecção por SARS-CoV-2. Caracteriza-se por uma resposta inflamatória sistêmica exacerbada, mimetizando a Doença de Kawasaki, mas com maior gravidade e acometimento multissistêmico. Os critérios diagnósticos incluem febre persistente, evidência laboratorial de inflamação (PCR, VHS elevados), disfunção de pelo menos dois sistemas orgânicos (cardíaco, gastrointestinal, cutâneo-mucoso, respiratório, neurológico, hematológico), ausência de outro diagnóstico plausível e evidência de infecção recente por SARS-CoV-2 (PCR positivo, sorologia positiva ou exposição). As manifestações clínicas são variadas, incluindo febre alta, exantema, conjuntivite, linfonodomegalia, dor abdominal, vômitos, diarreia, e, mais gravemente, miocardite, choque e aneurismas coronarianos. O tratamento é urgente e visa modular a resposta inflamatória. A terapia de primeira linha consiste em imunoglobulina humana endovenosa (IGIV) e corticosteroides. Em casos refratários ou de choque grave, podem ser utilizados agentes biológicos como inibidores de IL-1 (anakinra) ou IL-6 (tocilizumab). O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações cardíacas e reduzir a mortalidade.
Os critérios incluem febre persistente, evidência laboratorial de inflamação, envolvimento de dois ou mais sistemas orgânicos (ex: cardíaco, gastrointestinal, cutâneo, respiratório, neurológico), ausência de outro diagnóstico plausível e evidência de infecção recente por SARS-CoV-2 ou exposição.
A SIM-P geralmente afeta crianças mais velhas, com maior incidência de choque, disfunção miocárdica e marcadores inflamatórios mais elevados. Embora compartilhem algumas características clínicas, a SIM-P é uma resposta inflamatória pós-infecciosa ao SARS-CoV-2, enquanto a Kawasaki é de etiologia desconhecida.
O tratamento inicial para a SIM-P envolve imunoglobulina humana endovenosa (IGIV) e corticosteroides, frequentemente em combinação. Em casos de choque ou disfunção miocárdica grave, podem ser necessários suporte hemodinâmico e outras terapias imunomoduladoras.
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