SIM-P e Choque Cardiogênico: Diagnóstico e Conduta

Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

Escolar de 8 anos, sexo masculino, previamente hígido, deu entrada na Unidade de Pronto- atendimento acompanhado do tio relatando que há 6 dias vem apresentando piora progressiva do estado geral, febre persistente (>38,5ºC), conjuntivite não purulenta, “rash” cutâneo, dor abdominal, náuseas e vômitos. Relata que toda a família, inclusive ele, teve sintomas respiratórios há mais ou menos 4 semanas, confirmando COVID-19 em todos. Na ocasião, o menor teve apenas sintomas gripais leves, sem complicações. Quando perguntado ao tio sobre esquema vacinal, não soube informar sobre o calendário básico, mas referiu ter recebido há 1 mês 1 dose da vacina contra o SARS CoV 2. Ainda sobre o paciente da questão anterior, durante a permanência no prontoatendimento ele evoluiu com deterioração progressiva do quadro, apresentando sonolência, sudorese fria, redução do volume de diurese, pulsos centrais e periféricos progressivamente mais finos, tempo de enchimento capilar de 5 segundos, pressão arterial de 82x45mmhg, frequência cardiaca de 140bpm, além de piora do padrão respiratório com frequência respiratória de 40ipm e presença de tiragens intercostais, subcostais e retração de fúrcula esternal. Não houve melhora hemodinâmica após máscara não reinalante de O₂ e reposição volêmica com 20ml/kg de solução cristaloide, passando a apresentar após esta, estertores bolhosos difusos bilateralmente, piora da taquidispneia, SO2:86%, além de aumento do volume do fígado anteriormente não palpável no exame físico. Sobre o quadro descrito é possível afirmar, EXCETO:

Alternativas

  1. A) trata-se de provável quadro de choque cardiogênico, hipotensivo, cabendo imediata intubação orotraqueal, suporte de ventilação mecânica invasiva, medidas anti-congestivas e administração de aminas vasoativas.
  2. B) exames como ECG, ecocardiograma, proBNP, troponina, CPK e CK-MB são importantes neste caso para avaliar disfunção miocárdica.
  3. C) trata-se de provável quadro de choque cardiogênico, com paciente normotenso, sendo necessária intubação orotraqueal imediata, ventilação mecânica invasiva, medidas anti-congestivas e posteriormente avaliação da necessidade de droga vasoativa.
  4. D) Síndromes de Kawasaki, do choque tóxico e de ativação macrofágica são importantes diagnósticos diferenciais para os casos de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica.
  5. E) milrinone e dobutamina são aminas vasoativas muito usadas nos quadros de choque cardiogênico.

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