Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024
Síndrome Inflamatória Multissistêmica em Crianças (MIS-C) é observada a uma taxa de 316 por 1 milhão de casos de SARS-CoV-2, com predomínio do sexo masculino.
MIS-C → internação prolongada + UTI frequente, diferente da miocardite pós-vacina (geralmente leve).
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica em Crianças (MIS-C) é uma condição grave pós-COVID-19, frequentemente exigindo internação prolongada e cuidados intensivos devido ao envolvimento multissistêmico, incluindo choque e disfunção cardíaca. Isso a diferencia da miocardite associada à vacina, que geralmente apresenta um curso mais leve.
A Síndrome Inflamatória Multissistêmica em Crianças (MIS-C) é uma condição rara, mas grave, que pode ocorrer semanas após a infecção por SARS-CoV-2 em crianças e adolescentes. Caracteriza-se por uma resposta inflamatória exacerbada que afeta múltiplos órgãos, incluindo o coração, sistema gastrointestinal, pele, mucosas e sistema nervoso central. A epidemiologia mostra uma taxa de ocorrência de 316 por 1 milhão de casos de SARS-CoV-2 em crianças, com predomínio no sexo masculino. A fisiopatologia da MIS-C envolve uma desregulação imune pós-viral, levando a uma tempestade de citocinas e danos teciduais. O diagnóstico requer alta suspeição clínica em crianças com febre persistente, marcadores inflamatórios elevados e disfunção de múltiplos órgãos, com evidência de infecção recente por SARS-CoV-2. As manifestações clínicas são variadas e podem incluir choque, miocardite, dor abdominal intensa, rash cutâneo e conjuntivite. Devido à sua gravidade e ao potencial de complicações sérias, como choque e aneurismas coronarianos, a MIS-C frequentemente exige internação hospitalar prolongada e cuidados em unidade de terapia intensiva (UTI). O tratamento envolve suporte hemodinâmico, imunoglobulina intravenosa (IVIG) e corticosteroides. É crucial diferenciar a MIS-C de outras condições inflamatórias e infecciosas pediátricas, bem como da miocardite pós-vacina, que geralmente tem um curso mais benigno.
Os critérios incluem febre persistente, evidência de inflamação (PCR, VHS elevados), disfunção de múltiplos órgãos (cardíaco, gastrointestinal, respiratório, neurológico, cutâneo-mucoso) e evidência de infecção recente por SARS-CoV-2 ou exposição.
A MIS-C pode se manifestar com febre alta, dor abdominal, vômitos, diarreia, rash cutâneo, conjuntivite, linfadenopatia, sinais de choque e disfunção cardíaca, mimetizando a doença de Kawasaki ou choque séptico.
O tratamento inicial envolve suporte hemodinâmico (fluidos, vasopressores), imunomodulação com imunoglobulina intravenosa (IVIG) e corticosteroides, além de terapia antitrombótica em alguns casos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo