UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Quanto a SIMP (Síndrome Inflamatória Multisistêmica em crianças e adolescentes), é correto afirmar que:I. A idade de acometimento varia de 0-19 anos, podendo ser observada em toda a faixa etária pediátrica.II. Como critério clínico, para diagnóstico, é necessário febre alta e persistente (38- 40°), por mais de 3 dias, exantema de apresentação variada, conjuntivite não purulenta, edema de mãos e pés.III. Deve-se excluir outra causa infecciosa, como: sepse bacteriana, síndrome do choque toxico, infecções associadas a miocardite como enterovírus.IV. Marcadores elevados de inflamação devem estar presentes (VHS, PCR ou procalcitonina).V. Evidência de COVID-19 (Rt-PCR) teste antigênico ou sorologia positiva ou contato com pacientes COVID-19 positivo.A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
SIMP = Febre >3d + Inflamação sistêmica + Disfunção orgânica + Evidência COVID-19 + Exclusão de outras causas.
A Síndrome Inflamatória Multisistêmica em crianças e adolescentes (SIMP) é uma condição grave associada à COVID-19, caracterizada por febre alta e persistente, evidência de inflamação sistêmica, disfunção de múltiplos órgãos e evidência de infecção prévia ou atual por SARS-CoV-2, com exclusão de outras causas infecciosas ou inflamatórias. Todos os critérios listados são essenciais para o diagnóstico.
A Síndrome Inflamatória Multisistêmica em crianças e adolescentes (SIMP), também conhecida como PIMS (Pediatric Inflammatory Multisystem Syndrome), é uma condição grave e rara que emergiu como uma complicação da infecção por SARS-CoV-2. Sua importância clínica é imensa devido ao potencial de rápida progressão para disfunção orgânica grave e choque. A SIMP é caracterizada por uma resposta inflamatória desregulada que ocorre semanas após a exposição ou infecção por COVID-19, mesmo em crianças que tiveram quadros leves ou assintomáticos da doença viral. Os critérios diagnósticos da SIMP são multifacetados e incluem febre alta e persistente por mais de 3 dias, evidência laboratorial de inflamação sistêmica (VHS, PCR, procalcitonina elevados), disfunção de múltiplos órgãos (manifestações cutâneas, mucosas, gastrointestinais, cardiovasculares, neurológicas, respiratórias ou hematológicas), e evidência de infecção atual ou prévia por SARS-CoV-2 (PCR, teste antigênico ou sorologia positiva, ou contato com caso confirmado). É crucial, para o diagnóstico, a exclusão de outras causas infecciosas ou inflamatórias que possam mimetizar o quadro, como sepse bacteriana, síndrome do choque tóxico ou doença de Kawasaki. O tratamento da SIMP é complexo e geralmente envolve imunomoduladores como imunoglobulina intravenosa (IVIG) e corticosteroides, além de suporte para as disfunções orgânicas. O reconhecimento precoce e a intervenção agressiva são fundamentais para melhorar o prognóstico e reduzir a morbimortalidade. Para residentes, o domínio dos critérios diagnósticos, a capacidade de diferenciar a SIMP de outras condições febris e inflamatórias, e o conhecimento das opções terapêuticas são habilidades essenciais para o manejo adequado dessa emergência pediátrica.
Os principais critérios clínicos incluem febre alta e persistente por mais de 3 dias, evidência de inflamação sistêmica (marcadores elevados como VHS, PCR), disfunção de múltiplos órgãos (ex: exantema, conjuntivite, edema, hipotensão, disfunção cardíaca, gastrointestinal) e evidência de infecção por SARS-CoV-2 (RT-PCR, teste antigênico ou sorologia positiva, ou contato com caso confirmado).
A exclusão de outras causas infecciosas, como sepse bacteriana, síndrome do choque tóxico ou outras infecções virais que causam miocardite, é crucial porque a SIMP é um diagnóstico de exclusão. A diferenciação é vital para garantir o tratamento adequado, já que as abordagens terapêuticas podem variar significativamente entre essas condições.
A SIMP pode acometer crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, sendo mais comum em escolares e adolescentes. A COVID-19 é um fator chave porque a SIMP é considerada uma complicação pós-infecciosa do SARS-CoV-2, resultando de uma resposta imune desregulada que ocorre semanas após a infecção inicial, mesmo em casos assintomáticos ou leves de COVID-19.
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