UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Quanto ao tratamento da Síndrome Inflamatória Multisistêmica em crianças e adolescentes, é correto afirmar que:I. Antibioticoterapia empírica deve ser iniciada de acordo com os protocolos locais de sepse após coleta de hemoculturas.II. Coleta de exames complementares, tais como: hemograma com plaquetas, urina tipo 1, eletrólitos e bioquímica completa, coagulograma completo com fibrinogênio, D-dímero, triglicérides, ferritina, troponina, pró-BNP, CK, sorologias, hemocultura, urocultura, coprocultura e cultura da orofaringe, só devem ser realizados em casos graves.III. Solicitar painel viral respiratório, com pesquisa de SARS-CoV-2 por RT-PCR e sorologia para SARS-CoV-2.IV. Estar alerta para a possibilidade de rápida deterioração e agravamento da inflamação. Assim sendo, observar elevação ou persistência da febre, deterioração cardiorrespiratória, piora dos sintomas gastrintestinais, hepatoesplenomegalia ou linfadenopatia, disseminação do exantema cutâneo, agravamento dos sintomas neurológicos, devendo esses pacientes serem encaminhados a UTI.V. Considerar a infusão de gamaglobulina intravenosa e ácido acetil salicílico nos casos que preencham critérios para síndrome de Kawasaki, além do uso da gamaglobulina intravenosa se forem preenchidos os critérios para a síndrome do choque tóxico.A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
SIM-P: ATB empírico, exames completos, painel viral, alerta para deterioração e considerar IGIV/AAS (Kawasaki/choque).
O manejo da SIM-P exige uma abordagem multifacetada, incluindo a exclusão de sepse com antibioticoterapia empírica, investigação etiológica completa (incluindo SARS-CoV-2), monitoramento rigoroso para deterioração e tratamento imunomodulador com gamaglobulina e AAS, especialmente se houver sobreposição com Kawasaki ou choque tóxico.
A Síndrome Inflamatória Multisistêmica Pediátrica (SIM-P), também conhecida como MIS-C (Multisystem Inflammatory Syndrome in Children), é uma condição rara, mas grave, que pode ocorrer em crianças e adolescentes semanas após a infecção por SARS-CoV-2. Caracteriza-se por uma resposta inflamatória sistêmica exacerbada, com febre persistente e envolvimento de múltiplos sistemas orgânicos, incluindo o cardiovascular, gastrointestinal, dermatológico e neurológico. O diagnóstico da SIM-P exige alta suspeição clínica e uma investigação laboratorial abrangente para descartar outras causas de sepse e inflamação, além de confirmar a exposição ao SARS-CoV-2. A fisiopatologia envolve uma disfunção imune pós-viral, levando a uma tempestade de citocinas e danos teciduais. A rápida deterioração clínica é uma preocupação constante, exigindo monitoramento intensivo e intervenção precoce. O tratamento da SIM-P é complexo e visa controlar a inflamação e dar suporte aos órgãos afetados. Inclui antibioticoterapia empírica inicial para cobrir sepse, seguida por terapia imunomoduladora, sendo a gamaglobulina intravenosa (IGIV) e os corticosteroides as principais opções. O ácido acetil salicílico (AAS) é frequentemente utilizado, especialmente em casos com características de doença de Kawasaki, para prevenir trombose e aneurismas coronarianos. A vigilância para complicações cardíacas é primordial.
Os pilares incluem antibioticoterapia empírica para cobrir sepse (após hemoculturas), investigação etiológica completa (incluindo SARS-CoV-2), monitoramento intensivo devido ao risco de rápida deterioração e terapia imunomoduladora com gamaglobulina intravenosa e, em alguns casos, ácido acetil salicílico.
A gamaglobulina intravenosa é considerada nos casos que preenchem critérios para síndrome de Kawasaki ou síndrome do choque tóxico. O ácido acetil salicílico é frequentemente adicionado quando há características de Kawasaki, devido ao risco de trombose e aneurismas coronarianos.
Uma bateria completa de exames é essencial, incluindo hemograma, eletrólitos, bioquímica completa, coagulograma, marcadores inflamatórios (fibrinogênio, D-dímero, ferritina), marcadores cardíacos (troponina, pró-BNP, CK), sorologias, hemocultura, urocultura, coprocultura e painel viral respiratório com RT-PCR e sorologia para SARS-CoV-2.
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