HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) começou a ser reconhecida no início da década de 1980. É uma doença que representa um dos maiores problemas de saúde da atualidade. O HIV pode ser transmitido por via sexual, parenteral, vertical e pelo leite materno. Na AIDS, as principais células infectadas são os linfócitos, que sofrem uma diminuição quantitativa progressiva ao longo da doença. Atualmente, a terapia da doença consiste no uso de antirretrovial (TARV). Em relação à AIDS, é correto afirmar que:
TARV = ↑ qualidade e expectativa de vida em pacientes com HIV/AIDS.
A introdução e aprimoramento da Terapia Antirretroviral (TARV) revolucionaram o manejo do HIV/AIDS, transformando uma doença rapidamente progressiva e fatal em uma condição crônica controlável, com significativa melhora na qualidade e expectativa de vida dos pacientes.
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), representa um dos maiores desafios de saúde pública global desde seu reconhecimento na década de 1980. O HIV ataca principalmente os linfócitos T CD4+, levando a uma imunodeficiência progressiva que predispõe a infecções oportunistas e neoplasias. A introdução da Terapia Antirretroviral (TARV) revolucionou o manejo do HIV/AIDS. Antes da TARV, a progressão da infecção era rápida e o prognóstico sombrio. Com os avanços nos esquemas terapêuticos, a TARV é capaz de suprimir a replicação viral a níveis indetectáveis, permitindo a reconstituição imunológica e prevenindo o surgimento das infecções oportunistas que definem a AIDS. Atualmente, a TARV é recomendada para todos os indivíduos com diagnóstico de HIV, independentemente da contagem de CD4+, e deve ser iniciada o mais precocemente possível. Essa abordagem não só melhora a saúde individual do paciente, aumentando sua qualidade e expectativa de vida para níveis próximos aos da população geral, mas também tem um impacto significativo na saúde pública ao reduzir a transmissibilidade do vírus (conceito de "indetectável = intransmissível").
A contagem de linfócitos T CD4+ é o principal marcador da imunodeficiência no HIV/AIDS, indicando o grau de comprometimento do sistema imunológico e o risco de infecções oportunistas. Valores abaixo de 200 células/mm³ definem AIDS e aumentam drasticamente o risco.
Atualmente, o consenso é iniciar a TARV para todos os indivíduos diagnosticados com HIV, independentemente da contagem de CD4+, o mais precocemente possível, para preservar a função imunológica e reduzir a transmissão.
A TARV transformou a infecção por HIV de uma doença invariavelmente fatal em uma condição crônica e controlável. Ela suprime a replicação viral, permite a reconstituição imunológica, previne infecções oportunistas e melhora significativamente a qualidade e expectativa de vida dos pacientes.
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