UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2023
Paciente feminino, 58 anos, diabética em uso de metformina, apresenta queixa de dor no ombro esquerdo há 3 meses, com piora progressiva nos últimos dias. Refere que a dor surge ao movimentar-se, principalmente ao executar movimentos com os braços acima do nível dos ombros, melhorando com repouso e com uso de anti-inflamatórios. Exame físico: arco de movimento ativo à esquerda limitado por dor, com teste de Neer e Hawkins positivos, teste de supinação e speed test negativos, rotações interna e externa relativamente preservados, testes de Cozen e Mill negativos.Qual o provável diagnóstico
Dor no ombro ao elevar o braço + Neer e Hawkins positivos → Síndrome do Impacto.
A síndrome do impacto do ombro é caracterizada por dor na elevação do braço e testes de Neer e Hawkins positivos, indicando compressão das estruturas do manguito rotador e da bursa subacromial sob o acrômio. A ausência de dor nos testes específicos para bíceps (Speed, Supinação) e cotovelo (Cozen, Mill) afasta outras tendinopatias.
A síndrome do impacto do ombro é uma condição musculoesquelética comum, caracterizada pela compressão dos tendões do manguito rotador (principalmente o supraespinhal) e da bursa subacromial entre a cabeça do úmero e o arco coracoacromial. É uma das causas mais frequentes de dor no ombro, afetando indivíduos de diversas idades, mas com maior incidência em adultos de meia-idade e idosos, especialmente aqueles que realizam movimentos repetitivos acima da cabeça. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e no exame físico. A dor é tipicamente exacerbada pela elevação do braço e pode ser acompanhada de fraqueza. Os testes de Neer e Hawkins são os mais sensíveis para a síndrome do impacto, provocando dor ao comprimir as estruturas subacromiais. É crucial diferenciá-la de outras patologias do ombro, como tendinopatias do bíceps (testes de Speed e Yergason) ou lesões do manguito rotador (testes de Jobe, Patte), que apresentam testes específicos negativos no caso da síndrome do impacto pura. O tratamento inicial é conservador, envolvendo repouso relativo, analgesia com anti-inflamatórios, fisioterapia para fortalecimento e alongamento. A presença de comorbidades como diabetes pode influenciar a evolução e a resposta ao tratamento, tornando o manejo mais desafiador. A compreensão dos testes semiológicos e do diagnóstico diferencial é fundamental para o residente, permitindo uma abordagem precisa e eficaz.
Os principais sintomas incluem dor no ombro que piora com movimentos acima da cabeça, dor noturna, e fraqueza. A dor pode ser insidiosa e progressiva, como no caso da paciente.
Os testes de Neer e Hawkins são manobras de provocação que comprimem as estruturas do manguito rotador e da bursa subacromial contra o acrômio. A reprodução da dor durante esses testes é altamente sugestiva de síndrome do impacto.
Pacientes diabéticos têm maior risco de desenvolver tendinopatias e capsulite adesiva ("ombro congelado") devido a alterações microvasculares e na composição do colágeno. Isso pode exacerbar ou predispor à síndrome do impacto.
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