CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
Assinale a alternativa CORRETA:
Horner na simpatectomia = Lesão inadvertida do gânglio estrelado (C8-T2).
A Síndrome de Horner resulta da interrupção da via simpática para o olho e face; na cirurgia de hiperidrose, ocorre por manipulação excessiva ou lesão térmica/mecânica do gânglio estrelado.
A simpatectomia torácica por videoassistida é o tratamento definitivo para hiperidrose palmar e axilar grave. O sucesso do procedimento depende da denervação precisa da cadeia simpática. No entanto, a proximidade anatômica com o gânglio estrelado torna a Síndrome de Horner uma complicação temida. Clinicamente, o residente deve diferenciar as causas de Horner: centrais (AVC, siringomielia), pré-ganglionares (Tumor de Pancoast, trauma cervical) e pós-ganglionares (dissecção de carótida). No contexto pós-operatório imediato de cirurgia torácica alta, a lesão direta do gânglio estrelado é a causa principal e deve ser prevenida com técnica cirúrgica cuidadosa e limitação da dispersão térmica.
A tríade clássica consiste em ptose palpebral (queda da pálpebra superior por paralisia do músculo de Müller), miose (pupila contraída por perda da inervação dilatadora) e anidrose ipsilateral (ausência de suor na face).
O gânglio estrelado (ou gânglio cervicotorácico) é formado pela fusão do gânglio cervical inferior com o primeiro gânglio torácico, localizando-se anteriormente ao processo transverso de C7 e ao colo da primeira costela.
A cirurgia visa os gânglios T2, T3 ou T4. Se a dissecção ou o uso de eletrocautério ocorrer muito próximo ao topo da cadeia simpática (T1/Gânglio Estrelado), a via simpática ocular é interrompida, gerando a síndrome.
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