UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
Um paciente do sexo masculino com 60 anos de idade, chega ao ambulatório queixando-se de emagrecimento. Ao exame físico, o médico identifica que ele apresenta um quadro compatível com a síndrome de Horner que é característica dos tumores na seguinte localização:
Síndrome de Horner (ptose, miose, anidrose) → lesão da cadeia simpática cervical = comum em tumor de Pancoast (ápice pulmonar).
A síndrome de Horner é um conjunto de sinais clínicos (ptose palpebral, miose e anidrose facial) causados por lesão da via simpática cervical. Tumores localizados no ápice pulmonar, conhecidos como tumores de Pancoast, frequentemente comprimem essa via, levando ao aparecimento da síndrome.
A Síndrome de Horner é uma condição neurológica que resulta da interrupção da via nervosa simpática para o olho e a face. É clinicamente importante devido à sua associação com diversas patologias, incluindo tumores malignos. Sua identificação precoce pode ser crucial para o diagnóstico de condições subjacentes graves. A fisiopatologia envolve a lesão das fibras simpáticas que se originam no hipotálamo, descem pela medula espinhal, emergem na medula torácica superior, ascendem pela cadeia simpática cervical e inervam o olho e a face. O tumor de Pancoast, um tipo de carcinoma broncogênico que se desenvolve no ápice pulmonar, é uma causa notável, pois sua localização anatômica permite a compressão direta dessas estruturas nervosas. O diagnóstico é clínico, mas a investigação etiológica é fundamental. O manejo da Síndrome de Horner é direcionado à causa subjacente. Em casos de tumor de Pancoast, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O prognóstico depende da extensão e do tipo do tumor, sendo a detecção precoce um fator determinante para melhores resultados.
A Síndrome de Horner é caracterizada pela tríade de ptose palpebral (queda da pálpebra), miose (contração da pupila) e anidrose facial (ausência de suor na face) no lado afetado.
Tumores localizados no ápice pulmonar, conhecidos como tumores de Pancoast, podem comprimir ou invadir a cadeia simpática cervical e o gânglio estrelado, que são responsáveis pela inervação simpática da face e do olho, resultando na síndrome.
Além dos tumores de Pancoast, a Síndrome de Horner pode ser causada por lesões cerebrais (acidente vascular cerebral, tumores), lesões medulares, dissecção da artéria carótida, trauma cervical e outras causas menos comuns que afetam a via simpática.
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