Anisocoria na Síndrome de Horner: Diagnóstico e Fisiopatologia

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009

Enunciado

Anisocoria que se acentua no escuro ocorre em qual das situações abaixo?

Alternativas

  1. A) Pupila tônica de Adie
  2. B) Síndrome de Horner
  3. C) Paralisia de nervo oculomotor
  4. D) Rotura traumática do esfíncter de íris

Pérola Clínica

Anisocoria ↑ no escuro = falha na dilatação (Simpático) → Síndrome de Horner.

Resumo-Chave

Na Síndrome de Horner, a pupila afetada apresenta miose por falha da via simpática; a diferença entre as pupilas aumenta no escuro porque a pupila normal dilata e a patológica não.

Contexto Educacional

O diagnóstico diferencial das anisocorias baseia-se na resposta à luminosidade. Se a anisocoria aumenta no claro, a pupila patológica é a maior (falha parassimpática, ex: III par ou Adie). Se aumenta no escuro, a patológica é a menor (falha simpática, ex: Horner). A Síndrome de Horner pode ser causada por lesões de 1ª ordem (SNC), 2ª ordem (pré-ganglionar, como tumor de Pancoast) ou 3ª ordem (pós-ganglionar, como dissecção de carótida). A avaliação clínica deve sempre incluir a busca por ptose e a análise da velocidade de dilatação pupilar.

Perguntas Frequentes

Por que a anisocoria de Horner aumenta no escuro?

A Síndrome de Horner é causada por uma interrupção da via simpática, responsável pela midríase (dilatação). No escuro, o estímulo fisiológico é para dilatação pupilar. A pupila normal dilata prontamente, enquanto a pupila de Horner permanece miótica ou dilata muito lentamente (lag de dilatação), tornando a diferença de tamanho entre elas mais evidente.

Quais são os componentes da tríade clássica de Horner?

A tríade clássica consiste em miose (pupila pequena), ptose palpebral leve (devido à paralisia do músculo de Müller) e anidrose (ausência de suor) ipsilateral ao lado da lesão. A anidrose pode não estar presente dependendo do nível da lesão na cadeia simpática.

Como diferenciar Horner de uma anisocoria fisiológica?

Na anisocoria fisiológica, a diferença de tamanho entre as pupilas permanece constante tanto no claro quanto no escuro, e não há ptose associada. Na Síndrome de Horner, o teste farmacológico com apraclonidina ou cocaína pode confirmar o diagnóstico ao demonstrar a resposta anômala da pupila denervada.

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