CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Anisocoria que se acentua no escuro ocorre em qual das situações abaixo?
Anisocoria ↑ no escuro = falha na dilatação (Simpático) → Síndrome de Horner.
Na Síndrome de Horner, a pupila afetada apresenta miose por falha da via simpática; a diferença entre as pupilas aumenta no escuro porque a pupila normal dilata e a patológica não.
O diagnóstico diferencial das anisocorias baseia-se na resposta à luminosidade. Se a anisocoria aumenta no claro, a pupila patológica é a maior (falha parassimpática, ex: III par ou Adie). Se aumenta no escuro, a patológica é a menor (falha simpática, ex: Horner). A Síndrome de Horner pode ser causada por lesões de 1ª ordem (SNC), 2ª ordem (pré-ganglionar, como tumor de Pancoast) ou 3ª ordem (pós-ganglionar, como dissecção de carótida). A avaliação clínica deve sempre incluir a busca por ptose e a análise da velocidade de dilatação pupilar.
A Síndrome de Horner é causada por uma interrupção da via simpática, responsável pela midríase (dilatação). No escuro, o estímulo fisiológico é para dilatação pupilar. A pupila normal dilata prontamente, enquanto a pupila de Horner permanece miótica ou dilata muito lentamente (lag de dilatação), tornando a diferença de tamanho entre elas mais evidente.
A tríade clássica consiste em miose (pupila pequena), ptose palpebral leve (devido à paralisia do músculo de Müller) e anidrose (ausência de suor) ipsilateral ao lado da lesão. A anidrose pode não estar presente dependendo do nível da lesão na cadeia simpática.
Na anisocoria fisiológica, a diferença de tamanho entre as pupilas permanece constante tanto no claro quanto no escuro, e não há ptose associada. Na Síndrome de Horner, o teste farmacológico com apraclonidina ou cocaína pode confirmar o diagnóstico ao demonstrar a resposta anômala da pupila denervada.
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