Manejo da Síndrome Hipotônica Hiporresponsiva (SHH) Pós-Vacinal

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Davi, um lactente de 4 meses e 15 dias, é levado pela mãe à unidade de pronto atendimento com uma história preocupante. Ela relata que, aproximadamente 12 horas após receber as vacinas do calendário de 4 meses (Pentavalente, VIP, Pneumocócica 10-valente e Rotavírus), o filho apresentou um quadro de choro agudo e persistente por cerca de 3 horas. Logo após cessar o choro, Davi ficou extremamente pálido, com os lábios levemente arroxeados e apresentando uma fraqueza muscular generalizada, parecendo um "boneco de pano", sem interagir com os pais por cerca de 15 minutos. Não houve febre aferida ou movimentos anormais. Ao exame físico atual, a criança encontra-se em bom estado geral, ativa, reativa, corada, hidratada, afebril (36,7 °C), com frequência cardíaca de 124 bpm e saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente. O exame neurológico e abdominal não apresenta alterações. Diante do evento adverso pós-vacinação (EAPV) descrito, qual é a conduta correta para as próximas doses do esquema vacinal?

Alternativas

  1. A) Contraindicar definitivamente qualquer vacina que contenha o componente pertussis (seja de células inteiras ou acelular), completando o esquema apenas com a vacina Dupla Infantil (DT).
  2. B) Tranquilizar a família por se tratar de um episódio de choro persistente comum e manter o esquema vacinal com a vacina Pentavalente (DTPw-HB-Hib) em ambiente hospitalar para observação.
  3. C) Solicitar ultrassonografia de abdome de urgência para descartar invaginação intestinal e suspender as doses subsequentes da vacina contra o Rotavírus Humano G1P[8].
  4. D) Notificar o evento adverso como Síndrome Hipotônica Hiporresponsiva (SHH) e substituir a vacina Pentavalente pela vacina DTPa (acelular) combinada com Hib e VIP nas doses subsequentes.

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