Síndrome Hipotônica-Hiporesponsiva Pós-Vacina Pentavalente

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024

Enunciado

Bebê de 4 meses, é levada a UPA pela avó, pois a mãe estava trabalhando, por quadro súbito de palidez e por estar muito "molinha". Ao exame físico, estava febril (38.2 °C), sonolenta, pálida, com flacidez muscular e diminuição da resposta aos estímulos. Sem sinais meníngeos e restante do exame normal. Avó refere que no dia anterior, havia ido com a mãe na UBS para fazer as vacinas recomendadas. Entre as abaixo, a vacina que mais provavelmente casou o evento adverso descrito foi

Alternativas

  1. A) contra pneumococos 10-valente.
  2. B) contra Hib.
  3. C) contra rotavírus humano.
  4. D) pentavalente.
  5. E) contra poliomielite.

Pérola Clínica

Bebê <6 meses + vacina pentavalente (DTPw) + 48h pós-vacina + hipotonia, palidez, hiporesponsividade → Síndrome Hipotônica-Hiporesponsiva (SHH).

Resumo-Chave

A Síndrome Hipotônica-Hiporesponsiva (SHH) é um evento adverso raro, mas conhecido, da vacina pentavalente (especialmente com o componente pertussis de célula inteira - DTPw). Caracteriza-se por hipotonia, palidez e diminuição da resposta a estímulos, geralmente nas primeiras 48 horas pós-vacinação, com recuperação completa.

Contexto Educacional

A Síndrome Hipotônica-Hiporesponsiva (SHH) é um evento adverso raro, mas bem documentado, associado principalmente à vacina pentavalente que contém o componente pertussis de célula inteira (DTPw). É mais comum em lactentes jovens, geralmente ocorrendo nas primeiras 48 horas após a vacinação. Embora a apresentação possa ser alarmante para os pais e profissionais de saúde, a SHH é considerada um evento benigno e autolimitado, sem sequelas a longo prazo. Clinicamente, a SHH manifesta-se por hipotonia (o bebê fica "molinho"), palidez e diminuição da resposta a estímulos, podendo haver sonolência ou letargia. A febre pode estar presente. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva uma resposta inflamatória transitória. É crucial diferenciar a SHH de condições mais graves, como sepse ou meningite, embora a história de vacinação recente e a ausência de outros sinais de gravidade ajudem no diagnóstico. O manejo da SHH é primariamente de suporte, com observação cuidadosa do paciente. Não há tratamento específico, e a recuperação é espontânea e completa. A ocorrência de SHH não é uma contraindicação absoluta para doses futuras da vacina DTP, mas deve ser avaliada individualmente, considerando o risco-benefício e a possibilidade de usar uma vacina DTP acelular (DTPa), que tem menor reatogenicidade. A educação dos pais sobre os eventos adversos esperados é fundamental.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Síndrome Hipotônica-Hiporesponsiva (SHH)?

A SHH é caracterizada por hipotonia (flacidez muscular), palidez e diminuição da resposta a estímulos, podendo haver sonolência ou letargia. Geralmente ocorre nas primeiras 48 horas após a vacinação e tem duração curta, com recuperação completa.

Qual vacina está mais associada à Síndrome Hipotônica-Hiporesponsiva?

A Síndrome Hipotônica-Hiporesponsiva está mais associada à vacina pentavalente que contém o componente pertussis de célula inteira (DTPw), devido à sua maior reatogenicidade em comparação com a vacina acelular (DTPa).

Qual a conduta diante de um caso de Síndrome Hipotônica-Hiporesponsiva pós-vacinação?

A conduta é de suporte, com observação e monitorização do paciente. É importante tranquilizar os pais, pois a SHH é um evento benigno e autolimitado, sem sequelas. A vacinação subsequente pode ser realizada com precaução, avaliando o risco-benefício.

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