Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2025
Na Síndrome da Hipersensibilidade do Seio Carotídeo, a síncope é consequente à bradicardia e/ou hipotensão arterial significativas, sendo:
Síncope por hipersensibilidade do seio carotídeo → bradicardia/hipotensão por compressão, nem sempre evidente.
A Síndrome da Hipersensibilidade do Seio Carotídeo causa síncope devido a bradicardia e/ou hipotensão arterial significativas, desencadeadas por compressão do seio carotídeo (movimentos da cabeça, colar apertado). Contudo, a correlação entre o gatilho e o episódio nem sempre é percebida pelo paciente.
A Síndrome da Hipersensibilidade do Seio Carotídeo (SHSC) é uma causa importante de síncope, especialmente em idosos. Ela se caracteriza por uma resposta reflexa exagerada à estimulação dos barorreceptores localizados no seio carotídeo, levando a bradicardia, assistolia e/ou hipotensão arterial, que culminam em hipoperfusão cerebral e síncope. Os episódios sincopais são tipicamente desencadeados por movimentos da cabeça, como virar o pescoço rapidamente, estender a cabeça para trás, ou por compressão externa do pescoço, como o uso de colares apertados, barbear-se ou até mesmo um abraço. No entanto, um ponto crucial para a prática clínica e para questões de prova é que, embora a correlação fisiopatológica seja clara, muitos pacientes não conseguem identificar um gatilho específico para seus episódios de síncope, tornando o diagnóstico mais desafiador e dependente de testes provocativos. O diagnóstico é confirmado pelo teste de massagem do seio carotídeo, realizado sob monitorização cardíaca e da pressão arterial. O tratamento pode variar desde medidas comportamentais para evitar os gatilhos até o implante de marcapasso em casos de componente cardioinibitório predominante e recorrente. É fundamental que o médico esteja atento a essa condição ao investigar síncope de causa inexplicada, especialmente em pacientes mais velhos.
A síncope ocorre devido a uma resposta reflexa exagerada à estimulação dos barorreceptores do seio carotídeo, resultando em bradicardia significativa (componente cardioinibitório) e/ou hipotensão arterial (componente vasodepressor).
Movimentos específicos da cabeça, rotação ou extensão do pescoço, uso de colares apertados, barbear, ou qualquer situação que cause compressão mecânica do seio carotídeo podem ser gatilhos.
O diagnóstico é feito pela história clínica de síncope ou pré-síncope e confirmado pelo teste de massagem do seio carotídeo, que reproduz a bradicardia ou hipotensão significativas sob monitorização.
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