Hiperinfecção por Strongyloides: Reconhecimento e Manejo

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2017

Enunciado

Paciente de 26 anos, tabagista e etilista, em acompanhamento crônico reumatológico e neurológico em função de arterite de Takayasu e quadro de paraparesia espástica de membros inferiores, é internado para realizar pulsoterapia com corticoide e iniciar tratamento com tocilizumab (anticorpo monoclonal antiinterleucina 6). Ao exame físico, além do quadro neurológico descrito e da ausência de pulsos arteriais no membro superior esquerdo e da carótida comum esquerda, são observadas lesões cutâneas eritematosas, lineares ou serpiginosas, levemente abauladas (em forma de túneis subcutâneos), localizadas nas nádegas e na região perianal. Em preparação para o início do tratamento imunossupressor, são prescritas diversas medicações que, entretanto, não são administradas por estarem em falta. Cerca de 24 horas após iniciada a pulsoterapia com metilprednisolona, o paciente é encontrado febril (38,5ºC), taquicárdico (120bpm), taquipneico (28irpm), hipotenso (PA = 88 x 40mmHg) e com rebaixamento do nível de consciência. O leucograma revelou leucocitose (16.800/mm3) e desvio à esquerda (11% de formas jovens), não sendo observados eosinófilos no sangue periférico. De acordo com o caso apresentado: Justifique o quadro apresentado 24 horas após a instituição do tratamento imunossupressor. 

Alternativas

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